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29/10/2017

Dez motivos para crer que "Abbey Road" é a obra-prima definitiva dos Beatles




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Magnum opus: expressão que vem do latim, e significa grande obra, ou seja, a obra-prima de um artista.

Muito se fala da qualidade e relevância dos Beatles para a música. Mas quando se trata de obra-prima, a quase unanimidade citada é o "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", disco que representou toda uma mudança de vida para o quarteto de Liverpool, que largavam a imagem pop que foi reforçada com a Beatlemania desde 1962. "Sgt. Pepper's" representou 1967, o verão do amor, e uma mudança de comportamento social.

Mas o foco não será esse disco, e sim "Abbey Road", aquele que pode ser o único disco dos Fab Four que realmente destronou "Sgt. Pepper's". Eis aqui os motivos para tal:

1. O experimentalismo

Desde meados de 60, o grupo tomou novos rumos e canções e discos experimentais foram compostos aos montes. Em "Abbey Road", canções como "Because" e "I Want You" deixam essa busca por novos sons bem clara.

2. Os hits

O disco, assim como todos os álbuns dos Beatles, não é recheado de hits, mas tem as notáveis "Come Together" e "Something" que já valem o play.

3. O auge criativo de George

George Harrison sempre foi o beatle subestimado. Se não se igualava a Lennon e McCartney em quantidade de composições, sempre que se enveredava por esses caminhos não desapontava. Mas em "Abbey..." Harrison supera todas as expectativas. "Something" e "Here Comes The Sun" são duas das melhores canções do grupo, e com elas o álbum tem um salto de qualidade, sobretudo com a melodia de "Here Comes...".

4. O baixo de Paul
 
É inegável o talento de Paul McCartney com as quatro cordas, mas no "Abbey Road" ele se sobressai. O baixo é um espetáculo a parte, e a harmonia em todas as canções é de chocar até os mais céticos em relação ao grupo.

5. A vez de Ringo

Em quase uma década produzindo, foram poucas as vezes que Ringo pôde tomar a frente. Onze canções cantando, para ser mais exato. Mas "Octopus's Garden" é brilhante. Não à toa que ela é citada em "The Masterplan", do Oasis.

6. O talento em meio ao caos

Durante a produção do álbum, os desentendimentos eram constantes, o que torna o resultado do disco ainda mais relevante. O relacionamento entre John Lennon e Yoko Ono já traziam conflito para o grupo. Mas obras-primas em meio a conflitos são constantes, vide "Rumours" do Fleetwood Mac e vários discos do "Oasis".

7. A proposta do disco
 
A capacidade do quarteto nos pouco mais de 47 minutos de abranger vários estilos; de ser pop, psicodélico; de abusar dos mais variados elementos; de cadenciar em canções longas ("I Want You") e ao mesmo tempo ser tão virtuoso no medley final, é de aguçar até os ouvidos mais desatentos.

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A foto antes da foto
8. A capa e sua simbologia

A capa, assim como qualquer coisa produzida pelos Beatles, é icônica de tal maneira, que até hoje, quem passa pelo local sempre tenta reproduzir com a maior perfeição o clique feito por Iain Macmillan. Além das teorias que a foto traz até hoje, de que, um dos indícios da suposta morte de Paul em um acidente em 1966, e a continuidade da carreira através de um sósia, é de que na capa do "Abbey Road" é o único a estar descalço. Será?

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The End

 
9. A trinca final

O que dizer do medley no lado B? São pouco mais de cinco minutos de "Golden Slumbers", "Carry That Weight" e "The End", mas numa intensidade que até os punks invejariam. A melodia de "Golden Slumbers" com a linha de baixo única de McCartney, seguida do coro de "Carry That Weight" e o grand finale com seu nome apropriado, além de solos de guitarra. Os Fab Four conseguiram condensar tanto talento e criar algo tão sublime em míseros cinco minutos!

10. A verdadeira despedida

Moralmente, "Abbey Road" é a despedida do grupo mais influente de todos os tempos. Isso porque a produção de "Let It Be" - último disco lançado da banda - se iniciou antes da produção do "Abbey". A despedida não poderia ser melhor!


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