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16/04/2016

O non-sense do Pixies que influenciou os Strokes



1988. O Pixies ainda tinha os pés na cena independente. O disco "Surfer Rosa" seria o início do barulho que a banda viria a fazer - um ano depois "Doolittle atrairia a massa. O contraste de um riff inocente com uma letra densa e complexa formam "Where Is My Mind?", a faixa mais notória de "Surfer...". A canção, que foi composta pelo vocalista e frontman Black Francis após um dia de mergulho, trata de adversidades, principalmente quando cantado o verso "With your feet on the air and your head on the ground" (Com seus pés no ar e sua cabeça no chão). Apesar de densa "Where Is My Mind" se clareia em seu final, com uma voz que ecoa, porém parece perdida. A canção teve grande sucesso, apesar de não ter virado single, porém, onze anos depois, obteve sua máxima repercussão ao ser introduzida na cena final e créditos do filme cult "Fight Club".

Curiosamente, em 2001, o mesmo riff despretensioso é executado praticamente da mesma forma, na primeira faixa do disco de estreia dos Strokes, "Is This It". A faixa-título tem algumas semelhanças com a faixa do Pixies, apesar de ser mais focada em relacionamento. Mas a influência é absurda, tendo em vista que Pixies, junto de outras bandas, como Sonic Youth e Smiths, essa já em outra vertente, abriram as portas da cena independente. A maior diferença é que o Pixies alterna seu ritmo durante toda a canção. enquanto os estreantes nova-iorquinos cadenciam a música integralmente.

Basicamente, a primeira trata de um descontrole mental. Já a segunda o descontrole emocional impera.



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12/04/2016

A ode de Stevie Wonder às suas origens


Ser uma lenda da música é coisa para poucos. Mas quando se trata de uma lenda reverenciando outra, isso só enaltece a grandiosidade do artista em questão. Assim é com Stevie Wonder, que em 1976 lançou "Sir Duke", faixa do clássico álbum "Songs In The Key of Life".

Em 1976, Wonder já tinha mais de uma década de carreira, além de vir de grandes álbuns ["Talking Book", de 1972, e "Innervisions", de 1973]. Com a faixa, ele veio para homenagear a era das big bands, mas mais precisamente Duke Ellington, que faleceu dois anos antes. E se tratando de uma homenagem a um dos expoentes do jazz, nada melhor que encher a canção de metais. Começando pela intro cativante, e Wonder aparecendo no ritmo da guitarra, com um riff muito simples, por sinal. A bateria também é responsável pelo swing da canção.

O tributo fica evidente na estrofe "A música sabe que é e sempre será / Uma das coisas da vida que não acabará / Mas aqui estão alguns dos pioneiros da música / Que o tempo não nos permitirá esquecer / Aqui está o Basie, Miller, Satchmo, e o rei de todos: Sir. Duke / Com uma voz sonora como a de Ella / Não há como a banda poder perder." Os artistas citados são Count Basie, Glenn Miller e "Satchmo", como Louis Armstrong era conhecido, além de Ella Fitzgerald.

Mas a canção vai além do tributo. É um reconhecimento do poder que a música tem sobre nós, de a entendermos e sermos entendidos, simultaneamente.

A canção foi lançada como single em 1977. Também foi incluída no livro "1001 canções para ouvir antes de morrer".

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