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28/07/2015

Buddy Guy é a última lenda do Blues

Fonte: Post-Gazette

Foto por Josh Cheuse

Buddy Guy cresceu em Louisiana, mas alavancou sua carreira no epicentro do Blues elétrico, Chicago, em 1957 depois de se mudar para lá para dar continuidade aos trabalhos de segurança.

Muddy Waters, BB. King, Howlin' Wolf, John Lee Hooker...

Desça a lista das lendas do Blues e todos eles já se foram. A maioria há muito tempo.

Exceto Buddy Guy.

"Ele é maior que a vida", diz Ron "Moondog" Esser, o dono do Moondog, que esteve ocupado com o Pittsburgh Blues Festival Saturday em Hartwood Acres. "Especialmente agora que B.B. King se foi, ele É o cara. Buddy Guy é o cara. Eu não considero Eric Clapton um verdadeiro cara do Blues. Ele é branco e veio da Inglaterra, e realmente é um cara do Rock encarnado num cara do Blues. Buddy Guy é o cara. Quero dizer, é isso."

- Ninguém chega perto?
- Não.

Guy, aos 78 anos, é 11 anos mais jovem que King, que morreu em maio desse ano, e um tipo diferente de showman, que qualquer um tenha visto correr pelo público com sua guitarra tocando licks viciantes como sabem. Uns milhares de casais de Pittsburgh testemunharam, em uma de suas maiores apresentações, no Station Square Amphitheater para o B.B. King Blues Festival em 2000 e 2001.

Ele cresceu em Louisiana, mas alavancou sua carreira no epicentro do Blues elétrico, Chicago, em 1957, após se mudar para lá para dar continuidade ao trabalho de segurança. Depois de ganhar uma competição de guitarra, ele assinou com a Chess Records para uma sessão com Muddy Waters, Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson. A Chess não tinha certeza do que fazer com seu estilo mais agressivo como um artista solo, então "Left My Blues in San Francisco" foi seu primeiro e último álbum com a gravadora.

Ele passou a gravar com Vanguard e em 1969 era apresentado no Supershow na Inglaterra com Eric Clapton, Led Zeppelin, Stephen Stills, Jack Bruce e outros. Ele abriu para os Stones nos anos 70. Mas sem o sucesso comercial que B.B. King teve com músicas como "3'Clock Blues", "Every Day I Have The Blues" e "The Thrill Is Gone", Guy foi mais influente do que popular. Mr. Clapton diria, "Buddy Guy foi para mim o que é Elvis é para os outros."

A popularidade veio depois, por volta de 1990, quando Mr. Clapton o pôs no show dos all-star blues "24 Nights" no London's Albert Hall. O que se seguiu foi uma corrida de álbuns vitoriosos no Grammy em Silverstone: "Damn Right, I've Got The Blues" (1991, com Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler), "Feels Like Rain" (1993) e "Slippin' In" (1994).

Nos últimos anos, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall (2005), ganhou outro Grammy (2010, por "Living Proof") e foi premiado em 2012 pelo Kennedy Center Honors.

Mas ele duramente tem relaxado e celebrado seu legado. Ele soa mais vivo do que nunca, e tornou sua guitarra ardente em "Rhythm & Blues", um álbum duplo que lançou em 2013. Ele seguiu com um novo álbum, "Born to Play Guitar", que será lançado agora em 31 de julho, no qual conta com participações especiais de Joss Stone, Kim Wilson, BIlly Gibbons e Van Morrison - num tributo à B.B. King chamado "Flesh & Bone".

A última canção do álbum, "Come Back Muddy", mira um dos caras que o colocou em seu rumo.

"Eu me preocupo muito sobre o legado de Muddy, Wolf, e todos os caras que criaram isso", ele disse recentemente. "Eu quero que as pessoas lembrem deles. É como o carro Ford - Henry Ford inventou o carro Ford, e sem levar em consideração quanta tecnologia eles têm agora, você ainda tem aquela noção que diz "Ford" antes de tudo.

"Uma das últimas coisas que Muddy Waters me disse - quando descobri como ele estava, eu liguei para e disse, 'Estou a caminho da sua casa.' Ele disse, 'Não venha aqui, eu estou bem. Apenas mantenha o Blues vivo.' Todos eles me disseram que se partisse antes de eu fazer isso, então tudo estaria sobre meus ombros. Então, enquanto eu estiver aqui, eu farei o que puder para mantê-lo vivo."

Ainda no palco

Nós não veremos Otis Clay nesse festival de Blues, mas veremos Duke Robillard, que produziu "This Time for Real", esse aclamado encontro do ano de Otis Clay e Billy Price.

O cantor de R&B de Pittsburgh Price se juntará a The Duke Robillard Band no palco, tocando ao lado do guitarrista de Rhode Island conhecido por seu trabalho com Roomful of Blues, The Fabulous Thunderbirds, Bob Dylan e Tom Waits.

Mr. Robillard está se recuperando de uma cirurgia no punho, e passará os deveres da guitarra para Dave Gross e Norman Nardini.

"Nós escolhemos umas cinco ou seis canções do álbum e Norman está aprendendo", diz Mr. Price. "Os dois guitarristas, eles resolverão quem toca o quê."

Aquela conta de sexta, no qual é grátis com uma sacola de itens não-perecíveis para o Greater Pittsburgh Food Bank, também contará com um tributo local para B.B. King com Mr. Price com cantores de Pittsburg, como Chet Vincent, Guy Russo, Clinton Clegg e Jimbo Jackson.

O headliner da noite de domingo Bobby Rush é um tipo diferente de lenda do Blues.

Ele é o "Rei do Circuito de Chitlin'", diz Mr. Esser.

Mr. Rush, nascido em Louisiana em 1933, e criado no Arkansas, fez uma mudança similar para Chicago, onde teve uma aproximação com Muddy Waters, Jimmy e Reed e a gangue. O cantor e tocador de harmonica fez turnê no Sul no Circuito de Chitlin', e alcançou as paradas de R&B no começo dos anos 70 com a canção "Chicken Heads", que apareceria no filme "Black Snake Moan".

"Bobby tem agora pouco mais de 80", diz Mr. Esser. "Eu não quero ser sinistro aqui, mas pode ser a última vez [ele e Buddy] que tocam juntos, ou definitivamente em Pittsburgh."

"Bobby Rush é ótimo e ele está entretendo extremamente", diz Mr. Price. "Ele está bem como dançarinas. É um híbrido perfeito de Blues e funk."

Em outro lugar, o festival, que tem arrecadado mais de dois milhões para o Food Bank nos últimos vinte anos, apresenta o New Breed Brass Band, um grupo de New Orleans co-agenciado por Trombone Shorty; a cantora e pianista de Texas Marcia Ball; e o marcante acordeón de Dwayne Dopsie and the Zydeco Hellraisers, além de outros.

"Nós temos algumas bandas jovens e algumas velhas", diz Mr. Esser. "Será um verdadeira educação para qualquer um que queira uma incursão no Blues."


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