Onde se respira música.

31/07/2015

Resenha | Buddy Guy - Born to Play Guitar [2015]


No dia de ontem, Buddy Guy completou 79 anos. E hoje, dia 31, ele lança "Born to Play Guitar", o sucessor de "Rhythm and Blues", de 2013.

E qualquer questionamento sobre seu rendimento é espantado desde a primeira nota. Guy esbanja sua experiência e mostra uma confiança e qualidade que não se vê no cenário da música atual. Desde as primeiras palavras, Guy mostra sua lucidez e joga a modéstia longe ao dizer "I was born to play guitar / And everybody knows my name". Ele sabe, mais do que ninguém, seu legado. Sabe onde pisa, e que não há ninguém atualmente nesse planeta que possa repousar no trono do Blues. Como dissemos aqui há alguns dias, Buddy Guy é a última lenda do Blues.

Buddy une a fórmula do Blues que nunca se desgasta aos convidados que dão um novo ar, como Joss Stone. A parceria com Kim Wilson em "Too Late" traz uma perspectiva diferente, mas ainda com a guitarra feroz de Guy. O dueto com Joss Stone e a orquestração são pontuais e cirúrgicos. Por vezes o bluesman engrossa o tom de sua guitarra e até sai de seu padrão, como em "Wear You Out", em conjunto com Billy Gibbons, do ZZ Top, mostrando mais claramente o quão sempre influenciou vertentes mais distantes, como o Hard e o Heavy.

Mesmo eternamente alçando a bandeira do Blues como sempre fez, "Whiskey, Beer & Wine" tem um riff parecido com o som de bandas atuais, como Clutch, Wolfmother e outras. Se pudermos definir "Kiss Me Quick", em parceria com Kim Wilson, deve ser considerada como um "Blues de raiz". O som da gaita de início e o ritmo subsequente são absolutamente característicos da origem do Blues, de lugares como Louisiana (sua terra natal) e Mississippi.

"Smarter Than I Was" tem como recurso efeitos na voz de Buddy, mas quem se importa, a guitarra continua inquieta. O teclado martelando e o conjunto de metais cortantes: assim é "Thick Like Mississippi Mud", provando mais uma vez aquela visão que somente os bluesmen tiveram até hoje e que só se pode ver hoje em dia em nomes do Heartland Rock, como Bruce Springsteen. "Come Back Muddy", como diz a própria faixa, é uma recordação e admiração de Buddy a Muddy Waters. E pra fechar, Guy toca em conjunto com outra lenda, Van Morrison, em "Flesh & Bone". A canção é em homenagem à B. B. King, que faleceu em maio desse ano.

A capa sintetiza muito bem o apetite que o bluesman ainda tem, mesmo já tendo conquistado tanto e deixado sua marca na música. Que venham mais álbuns como esse. Nós nunca nos cansaremos de Buddy Guy. Baixe aqui.

Tracklist

  1. Born to Play Guitar
  2. Wear You Out (feat. Billy Gibbons)
  3. Back Up Mama
  4. Too Late (feat. Kim Wilson)
  5. Whiskey, Beer & Wine
  6. Kiss Me Quick (feat. Kim Wilson)
  7. Crying Out of One Eye
  8. (Baby) You Got What It Takes (feat. Joss Stone)
  9. Turn Me Wild
  10. Crazy World
  11. Smarter Than I Was
  12. Thick Like Mississippi Mud
  13. Flesh & Bone (Decidated to B.B. King) (feat. Van Morrison)
  14. Come Back Muddy
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28/07/2015

Buddy Guy é a última lenda do Blues

Fonte: Post-Gazette

Foto por Josh Cheuse

Buddy Guy cresceu em Louisiana, mas alavancou sua carreira no epicentro do Blues elétrico, Chicago, em 1957 depois de se mudar para lá para dar continuidade aos trabalhos de segurança.

Muddy Waters, BB. King, Howlin' Wolf, John Lee Hooker...

Desça a lista das lendas do Blues e todos eles já se foram. A maioria há muito tempo.

Exceto Buddy Guy.

"Ele é maior que a vida", diz Ron "Moondog" Esser, o dono do Moondog, que esteve ocupado com o Pittsburgh Blues Festival Saturday em Hartwood Acres. "Especialmente agora que B.B. King se foi, ele É o cara. Buddy Guy é o cara. Eu não considero Eric Clapton um verdadeiro cara do Blues. Ele é branco e veio da Inglaterra, e realmente é um cara do Rock encarnado num cara do Blues. Buddy Guy é o cara. Quero dizer, é isso."

- Ninguém chega perto?
- Não.

Guy, aos 78 anos, é 11 anos mais jovem que King, que morreu em maio desse ano, e um tipo diferente de showman, que qualquer um tenha visto correr pelo público com sua guitarra tocando licks viciantes como sabem. Uns milhares de casais de Pittsburgh testemunharam, em uma de suas maiores apresentações, no Station Square Amphitheater para o B.B. King Blues Festival em 2000 e 2001.

Ele cresceu em Louisiana, mas alavancou sua carreira no epicentro do Blues elétrico, Chicago, em 1957, após se mudar para lá para dar continuidade ao trabalho de segurança. Depois de ganhar uma competição de guitarra, ele assinou com a Chess Records para uma sessão com Muddy Waters, Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson. A Chess não tinha certeza do que fazer com seu estilo mais agressivo como um artista solo, então "Left My Blues in San Francisco" foi seu primeiro e último álbum com a gravadora.

Ele passou a gravar com Vanguard e em 1969 era apresentado no Supershow na Inglaterra com Eric Clapton, Led Zeppelin, Stephen Stills, Jack Bruce e outros. Ele abriu para os Stones nos anos 70. Mas sem o sucesso comercial que B.B. King teve com músicas como "3'Clock Blues", "Every Day I Have The Blues" e "The Thrill Is Gone", Guy foi mais influente do que popular. Mr. Clapton diria, "Buddy Guy foi para mim o que é Elvis é para os outros."

A popularidade veio depois, por volta de 1990, quando Mr. Clapton o pôs no show dos all-star blues "24 Nights" no London's Albert Hall. O que se seguiu foi uma corrida de álbuns vitoriosos no Grammy em Silverstone: "Damn Right, I've Got The Blues" (1991, com Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler), "Feels Like Rain" (1993) e "Slippin' In" (1994).

Nos últimos anos, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall (2005), ganhou outro Grammy (2010, por "Living Proof") e foi premiado em 2012 pelo Kennedy Center Honors.

Mas ele duramente tem relaxado e celebrado seu legado. Ele soa mais vivo do que nunca, e tornou sua guitarra ardente em "Rhythm & Blues", um álbum duplo que lançou em 2013. Ele seguiu com um novo álbum, "Born to Play Guitar", que será lançado agora em 31 de julho, no qual conta com participações especiais de Joss Stone, Kim Wilson, BIlly Gibbons e Van Morrison - num tributo à B.B. King chamado "Flesh & Bone".

A última canção do álbum, "Come Back Muddy", mira um dos caras que o colocou em seu rumo.

"Eu me preocupo muito sobre o legado de Muddy, Wolf, e todos os caras que criaram isso", ele disse recentemente. "Eu quero que as pessoas lembrem deles. É como o carro Ford - Henry Ford inventou o carro Ford, e sem levar em consideração quanta tecnologia eles têm agora, você ainda tem aquela noção que diz "Ford" antes de tudo.

"Uma das últimas coisas que Muddy Waters me disse - quando descobri como ele estava, eu liguei para e disse, 'Estou a caminho da sua casa.' Ele disse, 'Não venha aqui, eu estou bem. Apenas mantenha o Blues vivo.' Todos eles me disseram que se partisse antes de eu fazer isso, então tudo estaria sobre meus ombros. Então, enquanto eu estiver aqui, eu farei o que puder para mantê-lo vivo."

Ainda no palco

Nós não veremos Otis Clay nesse festival de Blues, mas veremos Duke Robillard, que produziu "This Time for Real", esse aclamado encontro do ano de Otis Clay e Billy Price.

O cantor de R&B de Pittsburgh Price se juntará a The Duke Robillard Band no palco, tocando ao lado do guitarrista de Rhode Island conhecido por seu trabalho com Roomful of Blues, The Fabulous Thunderbirds, Bob Dylan e Tom Waits.

Mr. Robillard está se recuperando de uma cirurgia no punho, e passará os deveres da guitarra para Dave Gross e Norman Nardini.

"Nós escolhemos umas cinco ou seis canções do álbum e Norman está aprendendo", diz Mr. Price. "Os dois guitarristas, eles resolverão quem toca o quê."

Aquela conta de sexta, no qual é grátis com uma sacola de itens não-perecíveis para o Greater Pittsburgh Food Bank, também contará com um tributo local para B.B. King com Mr. Price com cantores de Pittsburg, como Chet Vincent, Guy Russo, Clinton Clegg e Jimbo Jackson.

O headliner da noite de domingo Bobby Rush é um tipo diferente de lenda do Blues.

Ele é o "Rei do Circuito de Chitlin'", diz Mr. Esser.

Mr. Rush, nascido em Louisiana em 1933, e criado no Arkansas, fez uma mudança similar para Chicago, onde teve uma aproximação com Muddy Waters, Jimmy e Reed e a gangue. O cantor e tocador de harmonica fez turnê no Sul no Circuito de Chitlin', e alcançou as paradas de R&B no começo dos anos 70 com a canção "Chicken Heads", que apareceria no filme "Black Snake Moan".

"Bobby tem agora pouco mais de 80", diz Mr. Esser. "Eu não quero ser sinistro aqui, mas pode ser a última vez [ele e Buddy] que tocam juntos, ou definitivamente em Pittsburgh."

"Bobby Rush é ótimo e ele está entretendo extremamente", diz Mr. Price. "Ele está bem como dançarinas. É um híbrido perfeito de Blues e funk."

Em outro lugar, o festival, que tem arrecadado mais de dois milhões para o Food Bank nos últimos vinte anos, apresenta o New Breed Brass Band, um grupo de New Orleans co-agenciado por Trombone Shorty; a cantora e pianista de Texas Marcia Ball; e o marcante acordeón de Dwayne Dopsie and the Zydeco Hellraisers, além de outros.

"Nós temos algumas bandas jovens e algumas velhas", diz Mr. Esser. "Será um verdadeira educação para qualquer um que queira uma incursão no Blues."


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25/07/2015

Coheed and Cambria: "Good Apollo..." de um jeito diferente

Faz cerca de 10 anos que "Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness", terceiro álbum de estúdio da banda de prog rock Coheed and Cambria, foi lançado. E mesmo uma década depois, o álbum e a banda ainda passam despercebidos no Brasil. Mesmo após terem feito parte do lineup do Rock In Rio IV, em 2011, o som do grupo não caiu nas graças dos brasileiros. Talvez pelo fato de em sua noite no festival ter sido ofuscado por nomes como Motörhead, Slipknot e Metallica.

Fato é que "Good Apollo..." é o melhor disco da banda, - se não o ouviu, ouça aqui - sendo conceitual, como a maioria dos álbuns que são de prog rock; sendo longo - tendo 1h11 de duração - como característica do subgênero, entre outros detalhes. Mas algo tão audacioso e longo merece uma audição minuciosa, o que nem sempre é fácil. E então, da melhor forma possível, Matthew Chastney, ao que parece, entusiasta da banda, disponibilizou no YouTube um novo arranjo para o álbum. Algo totalmente orquestrado, suavizado e contendo muitos elementos, trazendo novas texturas, e o tornando mais "digestível", ao encurtar o álbum de 1h11 para menos de meia hora. Um trabalho brilhante e impecável. Muito diferente do que o Apocalyptica fez com o songbook do Metallica, por exemplo.

Matthew também fez outros arranjos de outros álbuns da banda, e você pode conferir no canal dele.

Confira:
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23/07/2015

Como a classe, os vídeos e a aparência fizeram o Arctic Monkeys gigante na América do Sul


Fonte: Pitchfork

No último inverno, o Arctic Monkeys excursou na América do Sul, um lugar que muitas bandas não podem se dar ao luxo de visitar. Eles já haviam visitado o continente duas vezes antes da turnê, mas na última turnê de seis datas eles tocaram, pela primeira vez, nas mesmas arenas que Miley Cirus, Metallica e Justin Bieber recentemente lotaram.

Os altos custo de ir lá e então resolver o transporte tem tornado as turnês de rock na América do Sul algo raro e que somente as maiores bandas e artistas podem se dar ao luxo, mas uma combinação interessante de avanços econômicos e interesse maior do público está mudando o cenário e tornando o continente uma válvula de escape para a indústria da música.

O público latino dos Monkeys foi atingido quando lançaram seu vídeo para "Snap Out of It", com a atriz Stephanie Sigman. A atriz, que também apareceu no agora cancelado programa da FX "The Bridge", tem uma grande presença na América Latina. Esse elenco é uma parte da linguagem cifrada que os Monkeys têm aproveitado para se comunicarem com a público latino.



Para promover seu álbum "AM", o vocalista Alex Turner criou um personagem para suas performances, um homem com cabelo penteado para trás e um olhar rockabilly, que veste couro, tem aparência hiper-masculina, e canta músicas altamente emocionais. A maioria das letras refletem uma disfunção em relacionamentos. O professor de Literatura e Cultura Latino-Americana Jason Borge, da Universidade de Texas, diz que "essa imagem de soturno, de escárnio, gótico e rebelde" tem trazido apelo aos latino-americanos de volta ao século XX. Mas os brasileiros, em particular, têm um único relacionamento cultural com a banda e o rock em geral.

Quando os Arctic Monkeys tocaram no Rio de Janeiro, eles lotaram o HSBC Arena, onde acontecerão os jogos de basquete das Olimpíadas 2016. O ginásio tem capacidade para mais de 18 mil pessoas para shows, mas essa fração, diz Borge, consiste provavelmente de uma parte específica da sociedade brasileira.

"Crianças [brasileiras] de classe média, pessoas jovens e intelectuais, em sua maioria brancos, estabelecem credibilidade atrávés de sua busca pelo cultura popular estrangeira", explica Borge. "Os permite a tocar ou mostrar rejeição ao status quo, particularmente eles estão abraçando a aparência rebelde de celebridades como James Dean, Elvis ou Mick Jagger."

Melhorias na infra-estrutura de telecomunicação, aumento nas vendas de smartphones, e a notícia de uma lei de neutralidade na internet adotada recentemente no país contribuiu para a grande popularidade no uso de serviços de streamings, como iTunes, Deezer, Spotify, Rdio e VEVO, todos eles trazidos ao Brasil nos últimos três anos. Clipes têm se tornado uma ferramenta popular para descoberta de música no Brasil, de acordo com o advogado de entretenimento Martin F. Frascogna. "O Brasil é um mercado muito visual. Muitas pessoas estão encontrando novos artistas globais via YouTube e outras plataformas," diz Frascogna. "Não é necessariamente como nos outros mercados, como Argentina ou México. Por conteúdo interessante no YouTube, junto com o recurso "tip jar", no qual não tem sido abraçado completamente pela indústria ainda, permitirá aos artistas muito mais o streaming em regiões específicas."

Há muitos poucos mercados desenvolvidos onde as vendas digitais estão crescendo. Nos EUA elas caíram em 2013, em favor do streaming que cresceu 39%. Brasil, um país que só teve sua loja da iTunes no fim de 2011, é um dos poucos países capazes de gerar uma boa receita de um mercado em declínio para gravadoras.
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Como as crianças reagem aos Beatles


O som de uma uma década eternizado, e que já passa de meio século. Você pode não curtir, ou simplesmente curtir os maiores hits ou ouvir a discografia num único dia. Não importa. Os garotos de Liverpool sempre devem ser reverenciados.

Se você curte muito, provavelmente deve ter um período favorito, seja ele o primeiro, mais pop, romântico e doce (1962-66), seja a positividade e a descoberta do LSD no segundo período (1967-70). Mas, musicalmente falando, a primeira era dos Beatles foi capaz de angariar mais fãs, não diria entusiastas, mas o tipo de apreciador mais casual, enquanto o legado da segunda era pode ser considerado mais duradouro. Mas que tal conferir a reação das pessoas em sua fase mais espontânea? Sim! As crianças! Nada melhor que isso. Elas demonstram todo seu amor, se assustam ao ver a segunda era da banda, dizem quais são seus membros favoritos, etc. A mudança de semblante é o que mais surpreende.

Confira:

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17/07/2015

Wilco lança novo álbum surpresa de graça


Fonte: Pitchfork

O álbum está disponível agora no Youtube; confira abaixo. A banda também anunciou que o álbum estará grátis até 13/08, com o lançamento do CD em 21/08 e vinil em 27/11.

Wilco teve o lançamento-surpresa de seu 11º primeiro álbum de estúdio de graça por meio do seu website. É chamado "Star Wars", e o download será grátis por um período limitado. Baixe aqui.

"Star Wars" é o sucessor de "The Whole Love".

De acordo com o Twitter da banda, o novo lançamento conta com 11 canções originais. Confira a tracklist abaixo:

  1. EKG
  2. More...
  3. Random Name Generator 
  4. The Joke Explained
  5. You Satellite
  6. Taste the Ceiling
  7. Pickled Ginger
  8. Where Do I Begin
  9. Cold Slope
  10. King Of You
  11. Magnetized

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16/07/2015

Cinefilia Musicaholic | Watchmen [2009]


Um filme de 2009, que é, na real, uma adaptação dos quadrinhos de 1986/87, mas tem sua trilha ambientada basicamente nos 60s e 70s. Soou confuso para você? Pois saiba que o contraste é dos mais incríveis já vistos.

O primeiro petardo é o maior hit de Nat King Cole, "Unforgettable", sendo a primeira cena do filme. A violência da cena parece mitigada diante da suavidade em Cole. "The Times They Are A-Changin'", do Bob Dylan, é uma síntese das mais adequadas para o filme, retratando sua essência. A harmonia vocal de Simon & Garfunkel sempre apreciada aparece na icônica "The Sound of Silence", e se mostra-se a escolha perfeita diante de sua cena - e nem é preciso dizer porque se você captar a mensagem da canção (sem spoilers por aqui).

A imortal voz rasgada de Janis Joplin está presente em "Me and Bobby McGee". Analisando friamente a trilha oficial, o peixe fora d'água é, sem dúvida, a disco "I'm Your Boogie Man", do KC & The Sunshine Band, o que não necessariamente se mostra uma escolha errada para o filme. A graciosidade do jazz volta com Billie Holiday em "You're My Thrill", mesmo que a origem da canção seja de uma música popular de 1933.

A dramaticidade fica por conta das faixas excêntricas da trilha, as eruditas "Pruit Igoe" e "Prophecies", do compositor Philip Glass, além da Orquestra de Budapest com "Ride of The Valkyries". E se você ainda acha questionável a trilha, o filme conta com "Hallelujah", a original, na voz de Leonard Cohen, uma das músicas mais performadas em todo mundo até hoje, inclusive. Além da incendiária "All Along The Watchtower". Um daqueles raros casos que uma versão original boa - nesse caso a de Dylan - conta com um cover tão fantástico com a lenda Jimi Hendrix. E pra fechar, nada mais nada menos que a inquieta e tão convicta Nina Simone com "Pirate Jenny".

A faixa final é controversa. O My Chemical Romance foi capaz de reduzir "Desolation Row", original de Dylan, de 11 para menos de 3 mins. Ganhou peso, e polêmica, claro.

Tracklist:

  1. My Chemical Romance - Desolation Row (3:01)
  2. Nat King Cole - Unforgettable (3:28)
  3. Bob Dylan - The Times They Are a-Changin' (3:14)
  4. Simon & Garfunkel - The Sound of Silence (3:07)
  5. Janis Joplin - Me and Bobby McGee (4:31)
  6. KC and the Sunshine Band - I'm Your Boogie Man (4:03)
  7. Billie Holiday - You're My Thrill (3:24)
  8. Philip Glass - "Pruit Igoe" and "Prophecies" (8:37)
  9. Leonard Cohen - Hallelujah (4:37)
  10. The Jimi Hendrix Experience - All Along the Watchtower (4:01)
  11. Budapest Symphony Orchestra - Ride of the Valkyries (5:22)
  12. Nina Simone - Pirate Jenny (6:39)

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13/07/2015

A origem do Dia Mundial do Rock



O Dia Mundial do Rock virou uma tradição há alguns anos, mas ainda assim, muitos não sabem a origem. O Rock é sexagenário já, podemos dizer, mas o Dia Mundial do Rock ainda está em sua crise de meia idade.

A comemoração da data vai muito além do som com guitarras cheias. O ideal está acima de tudo. Sua origem veio em 1985, por meio do Live Aid, evento beneficiente em prol da fome na Etiópia, assim como houve no mesmo ano o USA for Africa, conhecido pela canção "We Are The World", com Michael Jackson à frente de todos.

O Live Aid contou com apresentações na Inglaterra, EUA, além de mais alguns shows na Austrália e no Japão. Entre os artistas e bandas, nomes como Phil Collins, Led Zeppelin em reunião, Sting, Sade, Status Quo, Elton John, David Bowie, Dire Straits, Joan Baez, Black Sabbath, The Who, B. B. King, Madonna, e por aí vai.





Confira nossa playlist especial para a data:

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04/07/2015

Covers #31: The Police vs Matisyahu


Em seu pouco tempo de existência, ainda assim foi possível notar a forte influência que o Police sempre teve sobre o reggae e o ska. O exemplo mais evidente sempre será "Roxanne", claro, em que nota-se que o abalo sísmico que Bob Marley causou na época. Mas "Message In A Bottle" já não se mostra assim, entretanto, foi capaz de influenciar artistas dos gêneros acima citados. O hit - talvez o maior ao lado de "Every Breath You Take" - faz parte do álbum "Reggatta De Blanc", de 1979. A música conta com aquela linha de bateria sempre previsível de Stewart Copeland. Previsível, mas essencial, vale lembrar. Além, é claro, do riff quase sem variações, mas que jamais se torna maçante.

Do outro lado, a versatilidade de Matisyahu é admirável, e a fidelidade ao original é enorme, apesar de ele fazer um medley antes do solo final, o que não significa que o músico americano que prega o judaísmo se esconda fazendo mais do mesmo. A autenticidade se encontra em seu timbre, o que já é suficiente para dar uma nova cara a canção.

Confira as versões:

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03/07/2015

Cinefilia Musicaholic: American Hustle [2013]


Baseado em fatos, "American Hustle", ou "Trapaça" no Brasil, conta com um elenco de peso - sem trocadilhos com Christian Bale no longa. Portanto um elenco desse nível merece uma trilha a altura, da mais alta qualidade. E não é diferente. Da forma mais abrangente que se pode imaginar, a trilha oficial do filme que se passa em 1978 conta com canções propícias a sua época, incluindo a disco, R&B, jazz, além de artistas que marcaram mais de uma geração, como Paul McCartney e Elton John.

Entre o meio jazz está Duke Ellington, no qual é muito bem citado, servindo até de influência para a nova geração que conhece pouco do gênero, com uma frase marcante do personagem de Bale sobre 'Jeep's Blues': "Quem começa uma música assim?". Donna Summer e as lendas do Bee Gees dão o toque disco, apesar de esse último soar mais pop com alto grau de lamento, e ainda assim contando com a harmonia vocal característica do grupo. O Electric Light Orchestra colabora com duas canções, sendo "10538 Overture" parecendo ter seu riff usado em "Light It Up", do Rev Theory, em 2008.

"I Feel Love", da Donna Summer é, em contraste com a cena, uma ótima escolha, com sua música disco praxe, mas que tem um bom toque psicodélico. Harold Melvin & The Blue Notes colaboram com "Don't Leave Me This Way", que soa como aquele R&B e Soul que a Motown popularizou no fim dos anos 60, apesar de essa canção ter sido lançada pelo selo Philadelphia. A orquestração e a influência mexicana em "Delilah", de Tom Jones, dá o tom sessentista essencial ao longa. Sem falar no clássico "A Horse With No Name", do America, que já foi usada tantas vezes na cultura pop, mais recentemente em uma cena da série Breaking Bad.

Tracklist

1. Jeep's Blues - Duke Ellington
2. Goodbye Yellow Brick Road - Elton John
3. White Rabbit - Mayssa Karaa
4. 10538 Overture - Electric Light Orchestra
5. Live And Let Die - Wings
6. How Can You Mend A Broken Heart - Bee Gees
7. I Feel Love - Donna Summer
8. Don'T Leave Me This Way - Harold Melvin & The Blue Notes
9. Delilah - Tom Jones
10. I'Ve Got Your Number - Jack Jones
11. Long Black Road - Electric Light Orchestra
12. A Horse With No Name - America
13. Stream Of Stars - Jeff Lynne
14. Live To Live - Chris Stills
15. Irving Montage - Danny Elfman


Abaixo você pode conferir no Youtube a trilha oficial, além de canções no Spotify que são tocadas no filme, mas não foram inclusas.


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Tradução

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