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15/06/2015

Resenha | Muse - Drones [2015]


O Muse volta às paradas e lança o sucessor de "The 2nd Law", de 2012. "Drones" já havia ganhado forma há algum tempo, diante das tantas músicas divulgadas antes de seu lançamento, na última semana. Produzido por ninguém menos que Robert "Mutt" Lange, responsável por "Highway to Hell" e "Back In Black", do AC/DC, além de nomes como Def Leppard, Shania Twain e Nickelback, o disco conta com uma mudança moderada de som com relação ao seu antecessor. "The 2nd Law" soa completamente pop de forma experimental, sendo que em "Drones" a guitarra de Bellamy é mais evidente em alguns pontos do álbum.

Apesar de musicalmente comercial, o disco tem seu viés politizado. "Dead Inside", divulgada anteriormente, conta com uma batida pop que em seu fim se acelera e ganha melhor forma, além de contar com um riff de guitarra curto. A letra fala sobre a vida de aparências que vivemos. "Drill Sergeant", um discurso de sargento, vem como um interlúdio para "Psycho", uma das melhores faixas do disco, retratando a lobotomia e o desejo de controle que a humanidade demonstra, um ao outro, como se você se tornasse uma marionete - não poderia ser mais atual que isso.

Os sintetizadores permeiam "Mercy", uma verdadeira chamada para o que assola o planeta atualmente, e os recursos eletrônicos nela são muito bem utilizados. "Reapers" tem um início à la "Eruption" do Van Halen, porém mais eletrônico, a guitarra se torna evidente e com um riff bem linkado, porém a voz de Bellamy com os efeitos acaba por tirar o apreço que a música poderia causar. "The Handler" vem com, talvez, o riff mais consistente de guitarra. A seguir, mais um interlúdio, o discurso de John Kennedy em "JFK" dando abertura à "Defector", com uma referência clara ao Queen no que diz respeito à harmônia vocal, fazendo alusão à lendária "Bohemian Rhapsody".

"Revolt" é, de fato, uma das canções mais diretas do álbum. Em seus quatro minutos há pouco experimentalismo, e um riff em conjunto com o vocal de Bellamy sóbrio. Cadenciada e mergulhada nos sintetizadores diante de um dedilhado na guitarra, "Aftermath" se mostra eficiente sem muito alarde. "The Globalist" mostra a eterna influência que o grupo tem dos anos 70, especialmente Rush. Épica, a canção começa com um clima western e em ritmo crescente até explodir no meio da faixa e voltar a diminuir o ritmo lentamente. O disco se encerra com a faixa-título, ao estilo música sacra, um lado que até hoje o Muse não havia mostrado.


Tracklist:
  1. Dead Inside
  2. [Drill Sergeant]
  3. Psycho
  4. Mercy
  5. Reapers
  6. The Handler
  7. [JFK]
  8. Defector
  9. Revolt
  10. Aftermath
  11. The Globalist
  12. Drones


Membros
Matthew Bellamy - guitarra, vocais, piano e sintetizadores
Critsopher Wolstenholme - baixo e vocais
Dominic Howard - bateria

Produção
Robert John "Mutt" Lange - Produtor
Tommaso Colliva - Engenheiro de Gravação
Rich Costey - Engenheiro de Mixagem
Giovanni Versari - Engenheiro de Masterização (exceto faixa 1)
Bob Ludwig - Engenheiro de Masterização (faixa 1)
Matt Mahurin - Arte do álbum; Ilustrações das músicas

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