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05/05/2015

Dire Straits: Como foi feito o "Brothers In Arms"

Fonte: Matéria traduzida da Classic Rock


Em seu 30º aniversário, olhamos de volta para o álbum que transformou o Dire Straits em uma das maiores bandas de rock britânicas dos anos 80.

Em novembro de 1984, Mark Knopfler se juntou ao Dire Straits no Air Studios na ilha caribenha de Monserrat para fazer seu quinto álbum de estúdio. Posteriormente liberado em 13 de maio de 1985, "Brothers In Arms" provou ser um fenômeno consistente. Alcançou o topo das paradas pelo mundo e deu ao Straits dois Grammys e um Brit Award. Indo de encontro, chegou a marca de 30 milhões de cópias, nada mal para um álbum alavancado por um vídeo com um lamento de cara gordo em desenho animado sobre a MTV e "Money for Nothing". Esse é um retrato de como a história de um dos álbuns oitentistas mais vendidos na Grã-Bretanha foi feita...

Ed Bicknell [Gerente do Dire Straits]: "O tempo inteiro eu trabalhei com ele, eu nunca pedi ao Mark quando deveria ser a próxima gravação. Ele me disse quando queria. Em paralelo com 'Brothers In Arms' ele estava fazendo a trilha sonora para o filme 'Cal'. Nós estamos indo para o estúdio um dia e ficamos presos no trânsito. Ele virou para mim e me pediu para alertar os caras que ele queria obter algumas músicas juntos. Eu me lembro de ir para os ensaios e escutar 'Money for Nothing' pela primeira vez. Quando eu era agente tinha uma turnê com o ZZ Top e era um grande fã do estilo frizado de guitarra que o Billy Gibbons usava. Eu posso estar errado, mas eu tenho um sentimento de que Mark pode ter escutado um pouco de ZZ Top. Eu pensava que a canção dele tinha um quê de hit, mas ninguém poderia ter previsto o que viria a acontecer com aquele álbum."

John Illsley [baixista]: "Nós gastamos muito tempo em ensaios tocando com diferentes ideias, então nós estávamos bem preparados pelo tempo que fomos para Monserrat para começar a gravar. Então nós tivemos um problema com a fita depois de três semanas de estadia lá. Durante a noite, a fita digital resolveu apagar algo como 70% das coisas que tínhamos gravado. Foi nos primeiros dias da era digital e nós tínhamos que começar a gravar tudo de novo."


Alan Clark [tecladista]: Naquele momento, Monserrat foi como Shangri-La. Era o mais lindo, pacífico lugar que você poderia possivelmente querer visitar. Nós acabamos conseguindo Omar Hakim na bateria para aquele álbum e nós finalizamos as faixas de backing em uma semana. Mark queria ouvir a faixa de bateria primeiro e então nós construímos o resto da música a partir dela. 'Ride Across The River" e 'Why Worry' foram feitas assim. Nós tínhamos uma intuíção de que 'Money for Nothing' viria a ser um riff clássico de guitarra desde a primeira vez que Mark a tocou."

Ed Bicknell: "Eu também lembro de ouvir 'Your Latest Trick' em Monserrat, no qual é a única música deles que eu nunca tive qualquer envolvimento. Foi originalmente tocada como um número de bee-pop jazz e não estava funcionando, não havia groove. Eu sugeri a Mark que ele tentasse como uma bossa nova e tirasse uma das batidas, e foi o que eles fizeram. 'Walk of Life' não entraria no disco. Eu estava no estúdio em Nova York quando Mark e [produtor] Neil Dorfsman estavam mixando a faixa e eu não tinha a ouvido. Mark disse que seria uma b-side. Eu disse a ele que era um hit em uma b-side e ela deveria estar no álbum. Foi realmente um single de vendagem maior no mundo que 'Money for Nothing'. Mark era um grande fã do Animals quando era criança e ele costumava ir e vê-los no Newcastle City Hall. Alan Price costumava tocar um órgão Farfisa e Mark estava olhando para recriar o som daquilo na abertura de 'Walk of Life'."


John Illsley: "A turnê de 'Brothers In Arms' foi enorme, com certeza. Foi uma realização em que a banda alcançou um ponto que foi único e que aproveitamos. Nós fizemos a canção 'Brothers In Arms' como um bis e tinha um arrepio na espinha toda noite que nós tocávamos. Eu estava falando sobre aquele tempo com Mark outro dia. Você não pode voltar e repetir aquilo tudo de novo: é o melhor deixar aquelas boas memórias intactas." 

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