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28/02/2015

Resenha | A autobiografia de Johnny Cash


Nascido em Kingsland, Arkansas, em 1932, John R. Cash, popularmente conhecido como Johnny Cash, foi o homem de preto. Morreu sempre lutando pelo "fraco e derrotado", como diz em "Man In Black". Viveu intensamente, cheio de excessos, mas sempre se preocupava por aqueles que o rodeavam.

Franco, impiedoso consigo mesmo, como numa tentativa de auto-julgamento final. Assim é "Cash - A autobiografia de Johnny Cash".

Reflexivo, John R. Cash conta sua infância e sofrimento que toda sua família passou, com o peso de 65 anos em seus ombros, e um olhar aguçado de quem há muito conhece a si próprio e todos que estiveram ao seu redor.

Às vezes cruel, Cash retrata também o início de sua vida na música, seu casamento conturbado com Vivian, como conheceu June Carter, além de, essencialmente, relatar sua vida diante das anfetaminas e seu uso pesado, no qual afetava sua vida por inteira, seja na família, seja em seus shows, seja com seus amigos. Mas Cash não vivia só de anfetaminas. A vida insana da lenda por vezes estava ligada ao uso de remédios em excesso e de álcool. Um verdadeiro drama que passou por mais de 20 anos, e que, provavelmente, sem a ajuda daqueles que o amavam, não teria resistido por tanto tempo.

Desde seu nascimento, Johnny sempre foi religioso, e nos momentos de maior dificuldade, via sinais divinos como forma de tentar resgatar sua vida ao lado de quem amava. A fé restaurava à ele a possibilidade de retomar o que perdeu, o tempo que perdeu, e as mágoas que deixou. Mais do que nunca, Cash mostrou que as lendas são mortais e humanas, como qualquer outra pessoa, e que não se pode perdurar vivendo sozinho.

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