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30/01/2015

O plágio do The Killers diante do Green Day

Três anos separam as canções em questão, mas as intros de ambas se conectam perfeitamente. Se foi plágio ou influência músical inconsciente? Só os integrantes do Killers podem dizer.

"Runaways" é o carro-chefe do disco mais recente da banda, "Battle Born", lançado em 2012. Mas três anos antes, o Green Day lançava "21st Century Breakdown", o sucessor do famigerado "American Idiot", de 2004.

A faixa-título do Green Day conta com uma intro de 30 segundos em apenas duas notas. Já na "Runaways", o Killers faz um synth-pop com uma leve variação, tendo 3 notas, e repetindo a sequência inversa.
















Você pode conferir as canções abaixo:



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Resenha | Foo Fighters @ Morumbi [23/01/2015]

Foto: Fábio Tito / G1
Nem a chuva, nem o vento foram empecilho para a noite do dia 23/01/2015. Com certo atraso - cerca de 15 minutos - os Foos entraram no palco no estádio do Morumbi.

A espera valeu. Nitidamente com cerca de 90% do público que foi apenas pela banda de Grohl e cia (aberturas por conta de Raimundos e Kaiser Chiefs), o Foo Fighters inicia o show com a primeira faixa do novo disco, "Sonic Highways". Apesar de ser a tour do mesmo, a banda inclui com timidez as novas canções, contendo apenas três, sendo as outras "Congregation" e "Outside". Particularmente, eu trocaria uma dessas por "The Feast and Famine", a mais rápida e hard do disco, talvez.

A trinca "The Pretender", "Learn to Fly" e "Breakout" inflamam o público, principalmente a última, cantada a capella num belo coro. O show segue com o hit "Arlandria", do disco "Wasting Light", a clássica "My Hero", a em parte country "Congregation" e o maior hit dos últimos anos "Walk". A constante nos setlists "Cold Day In The Sun", com Taylor nos vocais, marca presença, num medley de "Tom Sawyer", do Rush, e "War Pigs", do Black Sabbath, que diria que provavelmente não agradou aos fãs das respectivas bandas. "War Pigs" mal foi cantada por Dave, que parecia mais ter feito de improviso o cover, nem cantando nem cantarolando, mas enrolando as palavras. além da solitária "I'll Stick Around", do primeiro disco.

Em "Monkey Wrench", sem dúvidas o melhor momento do show. A música é prolongada com relação à versão de estúdio, e em uma das paradas da canção, praticamente todo o público presente acende as lanternas dos celulares, tornando uma experiência visual sem igual. Após esse momento, as acústicas "Skin and Bones", "Wheels" e "Times Like These" jogam água no incêndio, tendo como sequência um mini-set de covers - que particularmente poderia ser diminuído ou até evitado - de bandas como Kiss, Faces e Queen.

No set final, as escolhas foram seguras. Os hits "All My Life", "These Days", junto da nova "Outside", vieram para misturar o que sempre deu certo na banda com a proposta do novo disco. Pra fechar, "Best of You" e "Everlong" são impossíveis de ficar de fora, por serem duas das mais importantes da carreira. Provavelmente sem elas, os Foos não seria uma banda de renome hoje.

Setlist:

1. Something from Nothing
2. The Pretender
3. Learn to Fly
4. Breakout
5. Arlandria
6. My Hero
7. Congregation
8. Walk
9. Cold Day In The Sun (com "Tom Sawyer", do Rush, e "War Pigs", Black Sabbath)
10. I'll Stick Around
11. Monkey Wrench
12. Skin and Bones
13. Wheels
14. Times Like These
15. Detroit Rock City (KISS cover)
16. Stay With Me (Faces cover)
17. Tie Your Mother Down (Queen cover, com Grohl na bateria e Taylor nos vocais)
18. Under Pressure (Queen & David Bowie cover, com Grohl e Taylor nos vocais)
19. All My Life
20. These Days
21. Outside
22. Best of You
23. Everlong


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10/01/2015

Black Sabbath: A origem da cruz invertida

Contracapa do álbum "Black Sabbath"

A primeiro impressão que fica sempre será a de a cruz invertida significar uma oposição ao cristianismo. E é natural esse entendimento - e sempre será, visto que trata-se de um pensamento lógico. Mas aqui vão duas grandes observações sobre o objeto e sobre o uso da mesma por parte da banda britânica pioneira no Metal:

A cruz invertida, na antiguidade, tinha o significado de humildade, visto que o discípulo Pedro pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo, para evitar comparações com Jesus, pois se dizia não-digno de tal feito. Além disso, você pode observar a cruz invertida no trono do Ex-Papa João Paulo II, por exemplo.

Já para o Black Sabbath, apesar das eternas menções ao satanismo que a sociedade sempre o acusaram, Tony Iommi sempre o disseram que se tratava de uma cruz com a intenção de espantar os maus espíritos e fortificarem sua fé, tanto que todos da banda a usavam. Acabou se tornando uma espécie de "amuleto". As cruzes foram dadas pelo pai de Ozzy para todos da banda.

Obs.: A contracapa do primeiro álbum, homônimo, contém um poema em um cruz invertida. O poema logo abaixo:

AINDA CAI A CHUVA

Os vestígios da escuridão se amoldam às árvores escurecidas
Que, contorcidas por uma violência desconhecida
Deitam suas folhas cansadas, e dobram seus galhos
Frente à Terra decadente, repleta de asas de pássaros

Entre as folhagens, cães sangram diante da morte gesticulante
E jovens coelhos, nascidos mortos em armadilhas
Permanecem imóveis, como se guardando o silêncio
Que ecoa e ameaça engulir
Todos aqueles que se atrevem a escutá-lo

Pássaros mudos, cansados de repetir os horrores de ontem
Gorjeiam juntos no recesso das colheitas malditas
De cabeças retornadas dos mortos,
Do cisne negro que flutua desvanecido em uma pequena poça na choça

Dali emerge uma inebalável e misteriosa bruma
Que traça seu caminho em direção a circundar os pés
Da estátua degolada de um máritr
Cuja única realização foi morrer muito cedo,
E que não poderia esperar a derrota

A catarata da escuridão se forma densa
E a longa noite macabra se inicia,
Ainda perto da lagoa, uma jovem garota espera,
Ainda que ela acredite ser ela mesma etérea
Ela sorri tenebrosamente ao tocar de sinos distantes,

... E a chuva continua caindo.


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02/01/2015

Linkin Park: Senso social pós-auge


O cenário: 2010. Após o auge com seu debut, "Hybrid Theory", o "Meteora", a parceria com Jay-Z e o já bem mais midiático "Minutes to Midnight", o Linkin Park resolveu apostar cegamente num lado totalmente experimental, largando as guitarras e partindo pr'um lado mais eletrônico.

O resultado, ao menos para os mais aficionados, não foi de encher os olhos e despertar total interesse, afinal, era um terreno desconhecido para a banda. Mas o que se vê é uma banda bem madura, e que sabe incluir aquilo que tanto que luta, com um grande senso cultural.

O maior exemplo é a 11ª faixa. "Wisdom, Justice and Love" conta com um grande discurso de Martin Luther King, ativista, humanista e líder do movimento pelos direitos sociais afro-americanos.

No discurso, Luther King se refere à forma com que a sociedade tenta estabelecer uma nova ordem, que não parece ser a forma ideal e/ou justa.

Você pode conferir a letra (discurso de MLK) e música abaixo:

Eu venho a esta magnífica casa de culto hoje à noite
Porque minha consciência não me deixa outra escolha
Uma verdadeira revolução de valores lançará mão na ordem do mundo e dizer de guerra,
"Esta forma de resolver as diferenças não é justo."
Esse negócio de queima humana com lança-chamas, de
Encher os lares da nossa nação com órfãos e viúvas,
De injetar drogas venenosas de ódio
Nas veias de pessoas normalmente humanas, de
Enviar homens a casa de campo de batalha escuro e sangrento fisicamente deficiente e psicologicamente perturbado
Não pode ser conciliado com sabedoria, justiça e amor ...
Não pode ser conciliado com sabedoria, justiça e amor ...
Não pode ser conciliado com sabedoria, justiça e amor ...
Não pode ser conciliado com sabedoria, justiça e amor ...

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