Onde se respira música.

27/10/2014

Você Sabia? #31: A história de "P.L.U.C.K.", do SOAD


Alguém engajado em questões sociais e políticas como Serj Tankian, além de seus companheiros de banda, também de origem armênia, não deixariam passar batido fatos que fizeram uma cultura ser dissipada ou extinta. "P.L.U.C.K." é um caso deles. Com sua sigla em português significando "Política, Mentira, Profano, Covardes, Matadores", a canção é dedicada aos mais de 1,5 mi de armênios mortos no chamado Genocídio (ou Holocausto) Armênio de 1915. Tal ato desumano foi causado pelos turcos, que queria exterminar a presença cultural  e econômica dos mesmos no Império Otomano.

Mas o massacre não se restringia aos armênios. Assírios e gregos da região de Ponto também eram vítimas da brutalidade dos turcos, que ocorreu de 1915 à 1917. Geralmente os armênios eram mortos durante o processo de deportação. O massacre ocorreu ganhou força mesmo durante a Primeira Guerra Mundial.

Reza lenda que pouco antes da invasão da Polônia, Hitler teria dito: "Afinal, quem fala hoje do extermínio dos armênios?"

Confira a letra e canção abaixo:

Eliminação... Eliminação... Eliminação...

Morra! Por quê!? Afunde! Afunde!

O genocídio de toda uma raça,
Levou embora todo o nosso orgulho,
O genocídio de toda uma raça,
Levou embora, assista todos eles se arruinarem.

Revolução, a única solução,
A resposta armada de uma nação inteira,
Revolução, a única solução,
Nós pegamos toda sua merda, agora está na hora da restituição.

Reconhecimento, Restauração, Reparação...
Reconhecimento, Restauração, Reparação...
Assista todos eles se arruinarem.

Revolução, a única solução,
A resposta armada de uma nação inteira,
Revolução, a única solução,
Nós pegamos toda sua merda, agora está na hora da restituição.

O plano foi dominado e chamado de Genocídio
(Nunca quero vê-lo por perto)
Levou todas as crianças e então nós morremos,
(Nunca quero vê-lo por perto)
Os poucos que ficaram nunca foram encontrados
(Nunca quero vê-lo por perto)
Tudo em um sistema se arruinou...
Arruinado...!
Arruinado...!
Arruinado...!
Afunde!... ( Afunde!)

(Assista todos eles se arruinarem.)
Revolução, a única solução,
A resposta armada de uma nação inteira,
Revolução, a única solução,
Nós pegamos toda sua merda, agora está na hora da restituição.

O plano foi dominado e chamado de Genocídio
(Nunca quero vê-lo por perto)
Levou todas as crianças e então nós morremos,
(Nunca quero vê-lo por perto)
Os poucos que ficaram nunca foram encontrados
(Nunca quero vê-lo por perto)
Tudo em um sistema se arruinou.


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08/10/2014

Você Sabia #30: A história de "Death On Two Legs", do Queen


O Queen já mostrara desconforto com seu empresário Norman Sheffield em "Flick of The Wrist", do álbum "Sheer Heart Attack". Mas "Death on Two Legs (Dedicated to...)", do "A Night at the Opera" é mais incisiva. Não há sequer um verso que não tenha ódio expresso com veemência.

Musicalmente, assim como "Bohemian Rhapsody", a canção foi gravada tendo início no piano para que Brian May soubesse como deveria ser gravada na guitarra. E o toque de Brian com seu riff é evidente. A canção foi gravada Sarm East Studios em 1975.

Freddie Mercury dizia que até cantar "Death..." o fazia se sentir mal. Eles acusavam Norman de maltratar a banda e abusar de seu poder de gerenciamento da banda. Apesar de essa acusação ser direcionada, mas não mencionar Norman, o próprio se defendeu das acusações, após ouvir uma versão da música durante o lançamento do álbum. O mesmo ficou horrorizado e resolveu levar para a justiça, o que fez com que esse sentido da canção fosse aberto ao público.

Em sua autobiografia em 2013, Norman negou ter maltratado a banda, e inclusive utilizou cópias do contrato que teve com a banda de 1972-75. Sheffield morreu em junho desse ano.

Nas performances ao vivo, Freddie costumava dedicar a música à "um real filha da p*ta de um cavalheiro".

Confira a letra e a canção abaixo:

Você suga meu sangue como uma sangue-suga
Desrespeita a lei e escapole
Aperta minha cabeça até ela doer
Você levou todo o meu dinheiro e ainda quer mais

Sua mula velha desorientada
Com suas regras de teimosia
Com seus comparsas de mente pequena
Que são idiotas da 1ª divisão

Morte sobre duas pernas
Você está acabando comigo
Morte sobre duas pernas
Nunca teve um coração

Desmancha prazer
Bandido
Presunçoso
Pessoa insignificante

Você não passa de um simples bebezão
Já achou um brinquedo novo para me substituir?
Consegue me encarar?
Mas agora você pode dar um beijo
De despedida na minha bunda

Se sente bem? Está satisfeito?
Não tem vontade de se suicidar?
Eu acho que deveria
Sua consciência está bem?
Ela te atormenta à noite?
Você se sente bem? Se sente bem?

Fala como um grande magnata dos negócios
Mas não passa de um balão de ar quente
Por isso ninguém te dá a mínima
Você não passa de um colegial crescido
Deixe-me bronzear teu couro

Cão doente
Você é o rei da sujeira
Põe seu dinheiro onde sua fama é de
Senhor sabe tudo
A barbatana em suas costas
Era parte do trato? (Tubarão)

Morte sobre duas pernas
Você está acabando comigo
Morte sobre duas pernas
Você nunca teve coração (você nunca teve)
(Desde o começo)
Louco, você devia ser internado!
É um rato de esgoto apodrecendo numa cloaca de orgulho
Devia ser despedido
E então se tornar nulo e vazio
Faça eu me sentir bem, me sinto bem


Death on Two Legs (Dedicated to...) by Queen on Grooveshark
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