Onde se respira música.

04/09/2014

Geração Z: Deteriorando a forma de ouvir música


Há muito é possível notar como a indústria fonográfica tem sofrido mudanças. As bandas e gravadoras desesperadamente tentam buscar meios de permanecer na mídia, e às bandas urderground, resta buscar notoriedade através de divulgação em redes sociais e Youtube, por exemplo.

Mas para o ouvinte tradicional, a forma de ouvir música tem mudado drasticamente. Se antes era possível apreciar a música através de um vinil com seu grande encarte ou por um CD com encarte contendo as letras e fotos, hoje em dia a enorme maioria se contenta com o MP3. E até as gravadoras e bandas contribuem com essa alienação ao, por exemplo, não colocar as letras das canções em seus encartes. Se antes as bandas conseguiam sobreviver através de seus álbuns lançados, hoje, devido à pirataria, a saída para eles foi aumentar os ingressos para que possam viver mais dos shows, e para bandas clássicas, lançamento de CD virou apenas tática para permanecer no mainstream e não se render ao ostracismo.

E não só a forma de ouvir música mudou, mas também a quantidade. Hoje em dia, por conta da facilidade obtida pela internet, os apreciadores de música se antenam rapidamente à tudo que é lançado. Mas nem sempre quantidade significa qualidade. Quer uma prova? Se tratando de artistas/bandas internacionais, de tudo que você ouve, o quanto de informação você extrai? Mais do que um bom riff ou uma levada de bateria, muitas delas utilizam de grandes letras, politizadas, filosóficas, reflexivas ou históricas. Experimente conhecer mais do que a música em si. Após "estudá-la", perceberá que só a partir daí você encarna o espírito da canção. Somente a partir deste momento é que ela faz sentido pra você. Se antes você a achava incrível, agora ela estará em um novo patamar.
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