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20/09/2014

Detonautas Roque Clube: Por quê tamanho declínio?


Essa é uma das questões do rock nacional que é muito mais ampla que se pensa. Muitos vão torcer o nariz e dizer que o Detonautas Roque Clube, assim inicialmente chamado, nunca foi bom, ou, no máximo, que fez um brilhareco. Mas eu sou daqueles que vê o período 2002-06 da banda como o ápice, e com um grupo que tinha uma visão muito melhor do que a maioria das bandas da época.

Nesse período, a banda lançou seu debut homônimo, com hits como a acústica "Olhos Certos", "Quando o Sol Se For", "Outro Lugar" e a mais politizada "Ladrão de Gravata". Logo veio o ao vivo "Roque Marciano", e com ele os sucessos "O Amanhã", "O Dia que Não Terminou", "Só Por Hoje", "Tênis Roque" e a mais culta "Mercador de Almas". E então, 2004 era o auge.

Mas dois anos depois, acontecera o que, para mim, é a perda da essência do grupo. O guitarrista Rodrigo Netto é morto em um assalto. Se para a maioria, Tico é a mente na banda, Rodrigo era a essência que não buscava transparecer. A morte abalou a banda, que desde então redirecionou sua visão, mudou seu som, diminuiu a distorção e então se entregou ao apelo comercial.

Recentemente a banda lançou "A Saga Continua", um álbum duplo, que conta com grandes críticas em letras ácidas, porém, o som já não tem o mesmo vigor de uma década atrás. Se com Rodrigo seria diferente, ninguém pode afirmar, mas também não pode negar.

O que resta é se contentar com a nostalgia de apenas 10 anos.

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