Onde se respira música.

14/08/2014

Você Sabia? #28: A história de "Ana's Song', do Silverchair


Não! Não se trata de uma declaração de amor. Ana não existe. Ou existe, mas não tem matéria. No clipe, sim, Ana é representada por uma garota, muito fragilizada, diga-se de passagem. Mas não é nenhuma paixão.

A canção, que entrou nas paradas em 1999, retrata o sofrimento do vocalista Daniel Johns, que logo após o lançamento de "Freak Show", em 1997, passou a "lutar" contra a anorexia. Ana é o apelido dado à anorexia. "Lutar", entre aspas, pois por várias vezes Daniel esteve perto do suicídio. Naquele período, a comida era o pior inimigo do vocalista.

Daniel acredita que o sucesso justamente simboliza esse período em que tudo estava praticamente perdido, em que a sua vida estava por um triz.

A letra confirma sua rendição ao distúrbio:

Por favor, Ana, morra
Pois enquanto você estiver aqui, nós não estaremos
Você faz o som do riso
E as unhas afiadas parecerem macias

E eu preciso de você agora, de algum modo
E eu preciso de você agora, de algum modo

Abra fogo com a carência que me faz
Estar de joelhos por você
Abra fogo sobre as ânsias dos meus joelhos
Como eu preciso de você

Imagine a cerimônia
Na minha cabeça a carne parece mais grossa
Lixa de lágrimas corroem a sujeira

E eu preciso de você agora, de algum modo
E eu preciso de você agora, de algum modo

Abra fogo com a carência que me faz
Estar de joelhos por você
Abra fogo sobre as ânsias dos meus joelhos
Como eu preciso de você

E você é a minha obsessão
Eu te amo até os ossos
E Ana destrói sua vida
Como uma vida anoréxica

Abra fogo com a carência que me faz
Estar de joelhos por você
Abra fogo sobre as ânsias dos meus joelhos
Como eu preciso de você
Abra fogo com a carência que me faz
Abra fogo sobre as ânsias dos meus joelhos
Estou de joelhos por você

Share:

03/08/2014

Covers #28: Bobby Freeman vs Beach Boys vs The Mamas & the Papas vs Ramones


Um clássico, "Do You Wanna Dance?" é muito mais antiga do que costuma aparecer. Se você deduz que ela é de autoria do Ramones, se engana. Trata-se de uma canção com tanto potencial, que toda banda que se preze deveria performar. Foi regravada por The Mamas & the Papas e Johnny Rivers também, mas ganhou notoriedade com os Beach Boys. Ainda assim, a autoria fica por conta de Bobby Freeman, em 1958.

Com Bobby, a canção tem o que o próprio título sugere: uma canção dançante à base de um piano. Com os Beach Boys, ela ganhou aquele toque de surf rock com pop que os tornaram tão autênticos. Com The Mamas & the Papas, foi a vez de dar destaque à harmonia vocal, que sempre característica do grupo, junto, é claro, do folk que sempre lhes era associado. Já com o Ramones, como era de se esperar, a versão foi tomada pelo punk, como já era de se esperar, e foi reduzida.

Confira todas essas versões logo abaixo:

Do You Want to Dance? by Bobby Freeman on Grooveshark

Do You Wanna Dance by The Mamas & the Papas on Grooveshark

Do You Wanna Dance? by The Beach Boys on Grooveshark

Do You Wanna Dance? by Ramones on Grooveshark
Share:

Você Sabia? #27: A história de "Vera", do Pink Floyd


"Vera" faz parte do segundo disco de "The Wall", de 1979. Está longe de ser uma das canções de maior destaque da banda e até do álbum. Ainda assim, contando com cerca de um minuto e meio, a banda conseguiu prestar uma homenagem à uma das principais vozes na década de 40.

Vera Lynn nasceu em 1917, e ganhou notoriedade durante a Segunda Guerra Mundial, ontem fez tours por Egito, Índia, entre outros. Após o fim da guerra, ela se manteve com aparições em rádios e TV.

Na canção do Floyd, Roger Waters faz menção à "We'll Meet Again", uma das principações canções da carreira de Lynn. Já "Vera" tem um tom explicitamente irônico, visto que o verso "Remember how she said that / We would meet again" se refere que no filme, Pinky tinha esperança de reencontrar o pai. Já no verso "Vera, what has become of you", Pinky cobra Vera, para que assim como em sua canção "We'll Meet Again", ela desapareça.

Confira a letra e a canção do Floyd abaixo:

Alguém aqui se lembra de Vera Lynn?
Se lembra como ela disse que
Nos encontraríamos novamente
Num dia ensolarado

Vera! Vera!
O que aconteceu com você?
Alguém por aqui
Sente o mesmo que eu?

Share:

02/08/2014

Joias do Youtube #7: Heaven and Hell - Live from Radio City Music Hall (2007)


Se tem uma dupla responsável por manter o metal em alto nível, mesmo em seus momentos em que foi ofuscado, essa dupla é Tony Iommi e Geezer Butler. Os dois pilares do metal, e mais do que nunca, do Sabbath, principalmente Iommi, nos fazem ter uma nostalgia diferente no meio musical. Diferente de outras bandas do meio Hard, Heavy, a qualidade da dupla em conjunto com Vinny Appice e a maior voz do metal, Ronnie James Dio, no show de 2007 é tão imensa, que pode ser comparada às suas carreiras nos anos 70 e 80.

Iommi decidiu mudar o nome da banda para "Heaven and Hell" apenas para tour e posterior lançamento de álbum. E como não poderia ser diferente, a setlist consiste de canções da era Dio, com os discos "Heaven and Hell", "Mob Rules", "Dehumanizer" e a coletânea "Dio Years".

Em "E5150/After All (The Dead)", Dio consegue manter o clima doom do Sabbath do início de carreira, enquanto em "Mob Rules" a sintonia de Dio com Iommi continua perfeita. A chorosa "Children of Sea" precede todo o misticismo contigo em "Lady Evil", também do "Heaven...". "I", canção de "Dehumanizer", vem Dio cuspindo versos de imponência e com um solo cortante de Iommi. O par misterioso "The Sign of the Southern Cross" e "Voodoo" de "Mob Rules" junto com a inédita "The Devil Cried" completam a primeira parte do show. Essa última sendo uma grande prova de que a banda não se resume em excelência na execução dos clássicos, e ainda sabe compor.

O solo enérgico de Vinny ao final de "The Devil..." conta com a ajuda de um órgão para obter um clima soturno e dar início à "Computer God", de "Dehumanizer". A lenta "Falling Off The Edge of The World" tem uma ascendente impressionante e tem Dio em uma das suas melhores performances. A segunda inédita da noite, "Shadow of The Wind" parece preceder "End of The Beginning", do "13".

Para fechar a noite, quatro canções do "Heaven and Hell", que pode ser considerado o melhor álbum da fase Dio no Sabbath. "Die Young" tem um solo improvisado de Iommi e traz, como sempre, a mensagem de uma vida sem arrependimento, contendo uma das melhores letras da banda. Logo em seguida "Heaven and Hell" com sua famigerada letra cheia de dualidade. O baixo de Geezer sustenta "Lonely is The Word" ao lado de umas melhores interpretações de Dio, encarnando o espírito da canção. Para fechar, "Neon Knights", a melhor canção para fechar um show de tal magnitude, pelo simples fato de representar o início de Dio na mais importante banda de metal de todos os tempos.

Uma das apresentações para a eternidade! Confiram:

Share:

Tradução

Feed

Digite seu email abaixo:

Instagram

Twitter