Onde se respira música.

30/04/2014

Conheça o AFI

Formada em 1991, o AFI (A Fire Inside) tem uma bagagem invejável e coleciona grandes filiações em sua carreira. Inicialmente voltada para o punk, e até com flertes de horror punk, tendo evidente influência do Misfits, a banda tem 9 álbuns de estúdio e 12 EP's lançados.

Como se não bastasse a influência do Misfits, em um de seus EP's, "All Hallow's", de 1999, a composição ficou por conta de Glenn Danzig. Sim, o próprio! Além disso, o EP conta também com um cover do Misfits. E nele, talvez uma de suas melhores músicas dessa fase, "Total Immortal", foi até coverizada pelo Offspring para o filme "Eu, Eu mesmo e Irene". No mesmo ano, em maio, foi lançado o quarto disco da banda, "Black Sails in The Sunset", onde 3 das canções teve participação de Dexter Holland.

Em 2003, a banda ganha mais espaço e lança seu disco de maior sucesso até hoje. "Sing The Sorrow" foi produzido por Butch Vig, aquele mesmo que produziu "apenas" o "Nevermind". A banda se volta para um som mais midiático, saindo um pouco da escuridão de seus lançamentos anteriores. "Girl's Not Grey" e "Silver and Cold" são os maiores destaques.

Desde então, com "Decemberunderground" e "Crash Love" o sucesso não se repetiu. O som permaneceu no Rock Alternativo, perdeu grande parte da influência do Horror Punk que tomara conta da banda nos anos 90. O público-alvo da banda pôde se expandir com essa mudança, é verdade, mas por outro lado, se antes já não conseguiam tanto angariar os fãs do Metal, o ocorrido fez ser enterrada qualquer possibilidade de tal façanha.

O último CD da banda, "Burials", lançado em 2013, tem forte aposta nos teclados, e numa ligeira comparação pode-se notar que a banda soa um novo Placebo. O lado soturno na composição e na aparência que não se reflete tanto no instrumental.

A Fire Inside merece algumas audições, por sua trajetória até aqui.

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17/04/2014

Beastie Boys: Ecoando como o Pink Floyd


Essa vai para um daqueles momentos de surpresa da história da música. Você pode lembrar do cover do Children of Bodom para "Ooops, I did it Again" da Britney Spears, e ter certeza que nada superará tamanha surpresa. Mas, nesse caso, mesmo se tratando dos Beastie Boys, que tiveram - e ainda têm - N influências eu sem som, ver o antes trio (após a morte de MCA) usar uma referência tão clássica e distante da banda, ainda que eles usem o hardcore, o punk (no início eles eram uma banda punk), o rap e a eletrônica, soa ousado a homenagem, ou sátira, feita pela banda. Como se não bastasse imitar o ambiente em que "Echoes", do Pink Floyd, foi gravada, ou seja, no meio do nada, em Pompeii, na Itália, o grupo ainda espalha as caixas de som marcadas com "Pink Floyd" e "London".

O contraste, porém, é perfeito, já que "Echoes" tem seus 24 minutos e se arrasta com tanta idiossincrasia. "Gratitude", entretanto, com seus 3 minutos mostra voracidade capaz de encher os olhos daqueles que não conhecem a banda, que podem crer que se trata de uma banda de rock alternativo dos anos 90, quando, na verdade, não podemos de maneira alguma rotular uma banda como os Beastie Boys.

Enjoy!



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16/04/2014

Joias do Youtube #6: Led Zeppelin @ Kennedy Center Honors 2012


Em pouco mais de uma década ativo, de 1969-1979, o Led Zeppelin deixou um legado irretocável na história da música, através do blues e do folk, sendo capaz de ser influente na invenção do metal ao lado do Black Sabbath. Após 32 anos do seu término, eles foram homenageados na 35ª edição do Kennedy Center Honors.

Após um discurso como sempre bem humorado de Jack Black, inclusive colocando lado a lado o Zeppelin e sua banda, o Tenacious D, um vídeo é mostrado em resumo à história da banda, desde seus anos dourados até à reunião em 2007, com o filho de Bonham, Jason, na bateria. Após isso, o trio é reverenciado pelo público presente, que inclui Barack Obama, sua esposa, e grandes celebridades.

Com um set em homenagem à banda, destaque para a versão capaz de arrancar lágrimas, ainda que tímidas, de Plant, em "Stairway to Heaven". A versão fatalmente não é de emocionar apenas Plant, mas sim o todo o público presente. Um gesto tão simples desse é capaz de nos mostrar que, apesar de lendas da música, eles ainda são capazes de obter, assim como nós, sentimentos tão naturais e humanos.

Dos 22 minutos, cada segundo vale a pena!


Setlist:
Foo Fighters - Rock and Roll
Kid Rock - Ramble On
Lenny Kravitz - Whole Lotta Love
Ann e Nancy Wilson (Heart) - Stairway to Heaven


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14/04/2014

Afinal, o que é a remasterização?


Toda vez que a palavra "remasterização" vem à tona para algum artista/banda, os fãs mais ávidos - como eu e muitos outros - sempre ficam "com um pé atrás". Primeiro porque remasterização sonoramente falando às vezes não muda nada para o ouvinte. Segundo porque sempre parece uma intenção de tentar reviver uma obra que já está esquecida.

No vídeo abaixo, o filho de Elis Regina, e produtor João Marcello Bôscoli, mostra como é feito o processo de gravação, diferente a sonoridade e esclarecendo o que os ouvintes não compreendem numa remasterização. O que sempre pareceu uma jogada de Marketing faz sentido e realmente se trata de uma melhora considerável. O álbum da cantora, "Elis", será relançado agora no dia das Mães.

Confira o vídeo do produtor no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=HOFh3NoOmIw#t=12

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04/04/2014

Conheça o Jet


No começo dos anos 2000, a imprensa considerava o Strokes como "a salvação do Rock". Praticamente uma década e meia depois e Julian e cia. são alvo de críticas pela mudança brusca de som - e para pior. Enquanto isso, num jeito um tanto acanhado, e com apenas três discos, o Jet foi capaz de resgatar aqueles sons dançantes da era dourada de Elvis, do pop/rock dos Beatles nos anos 60 e o hard dos anos 70. A propósito, o nome da banda tem origem na música homônima de Paul McCartney com os Wings.

Se a banda tem uma semelhança forte com bandas como Beatles, Stones, AC/DC e outras, podemos dizer que eles são como o Led na década de 70, onde pegavam clássicos do blues e folk e performavam do seu jeito. Assim é o Jet. Dando o seu toque no que há de mais clássico.

No primeiro disco, "Get Born", de 2003, a banda já mostra a que veio. Em sua maioria hard, a banda já consegue destaque através de duas músicas: "Are You Gonna Be My Girl?", que faz qualquer um querer "saculejar o esqueleto", e na pieguice de "Look What You've Done", tocada incansavelmente nas rádios.

Três anos após o sucesso do álbum, especialmente por conta desses singles, vêm "Shine On", sem tanto alarde, e sem a euforia sonora do primeiro disco. A crítica esfria a imagem da banda, que não tem tanta exposição na mídia. O álbum soa bem alternativo, fugindo da imagem que a banda havia criado em "Get Born".

Em 2009 vem "Shaka Rock", terceiro e último disco da banda. Bem mais hard, o álbum soa como o primeiro, mas sem um apelo comercial. Um hard que se volta às origens. Faixas como "Start The Show" e "She's a Genius" soam AC/DC de cabo à rabo, principalmente "Start...", onde até o grito inicial parece de Bon Scott. "She's a Genius" e "Black Hearts..." têm relativa exposição, além das composições em piano de "Goodbye Hollywood" e "Walk", com sua mudança de compasso impressionante. Em "La Di Da", a banda parece pegar uma composição do Fleetwood Mac.

"Consistência" talvez seja a palavra que melhor define o Jet. Infelizmente a banda se separou em 2012, mas aguardamos um retorno pelo bem da música.

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