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04/02/2014

Resenha | Pearl Jam - Yield [1998]


O ano: 1998. Mesmo após 7 anos e 4 discos, um dos expoentes de Seattle ressurgia. Se desde "Vitalogy" percebia-se um novo rumo no som dos caras, "Yield", que fez 16 anos na data de ontem, foi uma aterrissagem em solos mais firmes. "Brain of J." tem a fúria punk que há muito não se via. Faithfull traz paz de espírito. "No Way" tem o experimentalismo do "Vitalogy" e o lado sombrio do "No Code". "Given to Fly" é capaz de libertar até o ser mais retido que existe nessa Terra. A voz trêmula de Eddie da o tom em "Wishlist". "Pilate" tem uma ascendente impressionante, indo do acústico ao elétrico num piscar de olhos, e sendo - por quê não? - uma das melhores "não-hits".

E o que dizer de "Do The Evolution"? Capaz de agradar gregos e troianos, a canção tem o poder de engolir dezenas de músicas politizadas, tamanha a crítica social e política, principalmente pelo clipe, mencionando o capitalismo, escravidão, dependência tecnológica, violência, e etc. "Untitled" parece influenciada por "Masoko Tanga", do Police, por sua sonoridade africana, e soa mais conto um interlúdio. "MFC" faz jus à seu nome. Curta como um MFC, ainda é capaz de chamar atenção. A percussão e a espiritualidade de "Low Light" são invejáveis. O riff de McCready e a participação de Boom Gaspar é perfeita em "In Hiding", e com Eddie gritando à plenos pulmões o título, o mesmo se torna um paradoxo.

"Push Me, Pull Me" parece desordenada, confusa, o que a torna uma das poucas músicas fracas do disco. Pra fechar, vem "All Those Yesterdays", manhosa, mas sem deixar de ser cativante. E mesmo após seu fim, vem a faixa escondida "Hummus", que não decepciona, apesar de soar mais uma tiragem de som num dia qualquer em que resolveram incluir no disco.

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