Onde se respira música.

22/02/2014

Covers #24: The Who vs Rush


"The Seeker" pode não ser um dos maiores hits da carreira do Who, mas é inegável que trata-se de uma grande produção. Desde "Who's Next" ficou evidente que a banda tomaria um novo rumo, se distanciando um pouco da ópera Rock que foi "Tommy", ainda que logo em seguida viesse "Quadrophenia". Mas "Seeker" tem um grande apelo. Significa a sonoridade que talvez defina o som dos anos 70. Algo entre o Southern e o Hard.

Pois bem... Sabemos que apesar de o seu primeiro disco datar de 1974, o Rush também nasceu na década de 60. 1968, pra ser mais exato. Mas sua versão desse clássico data de 2004. Sejamos francos: se o Rush tivesse coverizado "Seeker" na década de 70 soaria como o cover deles mesmos em 2004? O power trio canadense fez uma grande versão para o clássico, reduzindo um tanto a capacidade de Neil Peart, já que até na original Keith Moon não soava genial. Nas duas versões os vocais soam muito bem acompanhados pelo riff de guitarra.

Qual versão é melhor, ou se não há como definir uma versão melhor, você pode concluir abaixo:



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21/02/2014

Momentos do Rock #1 | O Cadillac de Chuck Berry no palco


Essa nova seção foi criada para homenagear todos aqueles que com certas atitudes e performances fazem do Rock N' Roll um gênero muito mais elevado e relevante para a música.

E para começar, nada melhor que um dos pioneiros. Sim, Chuck Berry, hoje com seus 87 anos.

Em 1986, houve um tributo para Berry, em comemoração aos seus 60 anos da lenda viva, intitulado "Hail! Hail! Rock N' Roll". Nele estavam grandes nomes, como Keith Richards, Linda Ronstadt, Eric Clapton, Etta James, entre outros. Mas o que chama mais atenção é a faixa "School Days". Berry, em plena terceira idade, entra de Cadillac no palco com sua guitarra em mãos, e mostrando jovialidade, e agitando o público presente.

Hail! Hail! Rock N' Roll
Hail! Hail! Chuck Berry

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05/02/2014

Covers #23: The Trashmen vs Ramones

Se você acha que "Surfin' Bird" é um grande sucesso do Ramones, está enganado. E se você acha que vem dos surf rockers do Trashmen, também está enganado. Apesar de tendo sucesso nas mãos dos surfers, a melodia de "Papa-Ooo-Mow-Mow" e "The Bird's The World" foi roubada da banda The Rivingtons, o que causou processo, tendo como resultado a entrega dos royalties obtidos pelos Trashmen à banda de soul.

Voltando às duas versões, é difícil superar a interpretação mais do que perfeita dos Trashmen, encarnando um próprio pássaro. Joey Ramone fica bem atrás, tendo em vista que, apesar de mais pesada, a versão dos Ramones não é tão interpretativa. Ainda assim, Joey supera as expectativas na ponte, com um vocal visceral.




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04/02/2014

Resenha | Pearl Jam - Yield [1998]


O ano: 1998. Mesmo após 7 anos e 4 discos, um dos expoentes de Seattle ressurgia. Se desde "Vitalogy" percebia-se um novo rumo no som dos caras, "Yield", que fez 16 anos na data de ontem, foi uma aterrissagem em solos mais firmes. "Brain of J." tem a fúria punk que há muito não se via. Faithfull traz paz de espírito. "No Way" tem o experimentalismo do "Vitalogy" e o lado sombrio do "No Code". "Given to Fly" é capaz de libertar até o ser mais retido que existe nessa Terra. A voz trêmula de Eddie da o tom em "Wishlist". "Pilate" tem uma ascendente impressionante, indo do acústico ao elétrico num piscar de olhos, e sendo - por quê não? - uma das melhores "não-hits".

E o que dizer de "Do The Evolution"? Capaz de agradar gregos e troianos, a canção tem o poder de engolir dezenas de músicas politizadas, tamanha a crítica social e política, principalmente pelo clipe, mencionando o capitalismo, escravidão, dependência tecnológica, violência, e etc. "Untitled" parece influenciada por "Masoko Tanga", do Police, por sua sonoridade africana, e soa mais conto um interlúdio. "MFC" faz jus à seu nome. Curta como um MFC, ainda é capaz de chamar atenção. A percussão e a espiritualidade de "Low Light" são invejáveis. O riff de McCready e a participação de Boom Gaspar é perfeita em "In Hiding", e com Eddie gritando à plenos pulmões o título, o mesmo se torna um paradoxo.

"Push Me, Pull Me" parece desordenada, confusa, o que a torna uma das poucas músicas fracas do disco. Pra fechar, vem "All Those Yesterdays", manhosa, mas sem deixar de ser cativante. E mesmo após seu fim, vem a faixa escondida "Hummus", que não decepciona, apesar de soar mais uma tiragem de som num dia qualquer em que resolveram incluir no disco.

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