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16/10/2013

Resenha | Black Sabbath - Campo de Marte [11/10/2013]


Com o Megadeth vindo para o Brasil praticamente anualmente, um setlist mais curto não foi algo terrível. Com problemas no som, o show se tornou uma experiência desagradável. A banda iniciou o espetáculo com "Hangar 18" e suas maravilhosas pontes e solos. Com um setlist menor, a banda preferiu apostar nos clássicos, e incluiu só uma do polêmico novo álbum, "Super Collider".

Mas a noite era do Sabbath, e exatos 1 ano e 11 meses após o anúncio da reunião, mas sem Bill Ward, os gigantes do Metal subiram ao palco. Ozzy surpreende ao interagir antes mesmo de se dirigir ao palco. "War Pigs" é o início e o aviso de uma noite épica. Mesmo após mais de 40 anos de carreira, o Madman mostra que sua voz continua a mesma. Em "Into The Void", o entrosamento entre Geezer o Mr. Iommi mostra que eles são a alma, o alicérce do Sabbath desde sempre. Mas eles também sabem apostar em canções menos badaladas, e logo em seguida vem "Under The Sun" e "Every Day Comes and Goes".

"Snowblind" surge, e Ozzy, inquieto, continua a interagir com o público. Com um lançamento do calibre que tem "13", vem "Age of Reason", e mais um riff incrível de Iommi. Do mais recente álbum, voltamos à origem. À faixa 1 do primeiro álbum. Àquela história que originou a banda. À uma das músicas mais assustadores que já se viu no Metal. Ozzy soa incorporado, ao soltar uma gargalhada diabólica após "Satan's sitting, there / He's smiling...". O saudosismo e o valor dado ao primeiro álbum continua. Não à toa. Vem "Behind The Wall of Sleep" e seu riff marcante, com um solo final de Butler, que logo emenda com "N.I.B.", assim como o fez na gravação de estúdio.

"End of The Beggining", que a propósito soa como uma versão mais recente de "Black Sabbath" empolga, mesmo ainda não sendo um clássico. "Fairies Wear Boots", com Tommy Clufetos, que substitui Bill Ward, soa incrível, e Tommy prova que é capaz de substituir à altura o velho Bill. Invertendo a tracklist do álbum, vem "Rat Salad", com um solo extendido de Tommy, que se mostra muito mais pesado que na original. Clufetos logo emenda com "Iron Man", pra delírio dos cerca de 70 mil presentes, que entonam um dos riffs mais clássicos do Rock.

"God is Dead?", do "13" é a última mais nova cartada de Ozzy e cia., com sua mudança de compasso surpreendente, e é bem recebida por todos. Em seguida vem "Dirty Women", única tocada do "Technical Ecstasy", com imagens pesadas. Nesse momento, Ozzy interage novamente e promete que se a plateia fizer muito barulho, tocarão mais duas músicas. E então vem o petardo chamado "Children of The Grave".

Para fechar, assim como fizeram em Porto Alegre, "Paranoid" é a escolhida, incluindo a intro de "Sabbath Bloody Sabbath".

Para quem teve a oportunidade, tivemos uma aula de metal. Aos setentões, o entrosamento entre Geezer e Iommi, a qualidade vocal de Ozzy, e a participação efetiva de Clufetos são algo inexplicável.

Que seja um "até logo" e não uma despedida para o Brasil desses monstros sagrados.

Setlist:
War Pigs
Into The Void
Under The Sun / Every Day Comes and Goes
Snowblind
Age of Reason
Black Sabbath
Behind The Wall of Sleep
N.I.B.
End of The Beggining
Fairies Wear Boots
Rat Salad
Iron Man
God is Dead?
Dirty Women
Children of The Grave

Bis:
Paranoid
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