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17/06/2012

Resenha | Titãs e o "Cabeça Dinossauro" em SP [06/2012]


Neste último sábado, dia 16, os Titãs após 30 anos de carreira, ainda foram capazes de dar uma aula do verdadeiro Rock N' Roll para os presentes no Credicard Hall, zona sul de São Paulo.

O repertório já é conhecido de todos. "Cabeça Dinossauro" é o álbum que não sai de moda. Foi lançado em 1986, mas poderia ter sido lançado em 2012, e nada mudaria. Retratando a violência, o estado, a polícia, a religião, entre outras coisas, não haveria forma melhor de celebrar seu trigésimo ano de existência.

Apesar de cerca de 15 minutos atrasados, os Titãs brindaram os presentes com o melhor que o Rock Nacional poderia oferecer.

"Cabeça Dinossauro" se inicia com um solo espetacular de bateria de Mário Fabre, que logo mostra a que vieram. "AA UU" vem com aquela energia insuperável de Sérgio Britto. Ao executar músicas como "Igreja", "Estado Violência" e "Dívidas", era visível que a maioria do público não conseguia acompanhar por falta de conhecimento, mas "Polícia" (executada no melhor estilo Ramones), "Bichos Escrotos", "Família" e "Homem Primata" compensavam tudo e superavam quaisquer momentos do show. "A Face do Destruidor" mostrou como sempre um Paulo Miklos endiabrado, cuspindo palavras nunca compreensíveis. Sim, se você acha difícil certos trava-línguas, tente cantar essa música.

Terminado o "Cabeça..." as canções foram quase todas as mesmas tocadas na Virada Cultural desse ano. E foram mais alternadas entre os álbuns "Televisão", "Titanomaquia", "A Melhor Banda de Todos os Tempos..." e "Titãs". Mas todas elas seguiram de perto o nível de peso do "Cabeça...".
Em "Sonífera Ilha", eles repetiram os chutes pro ar sincronizados que fizeram em um programa de TV em 1984.

Enfim, uma banda exemplo, que mesmo após 30 anos e com metade da sua formação original já fora, não perdeu - e pelo visto nunca perderá - sua grandeza.
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