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01/04/2012

Resenha | Rush - 2112 [1976]


À beira da desistência em 1976, "2112" foi o "agora ou nunca" do Rush. Após três discos sem muito alarde ("Rush", "Fly by Night" e "A Farewell to Kings"), era preciso um lançamento de muito impacto. Mas como é de praxe, é necessário um disco ruim para que surja uma obra-prima. Em "A Farewell to Kings", o letrista principal da banda Neil Peart já havia apostado em epopeias, mas sem obter algum sucesso. Porém, já "2112", o que levou o trio canadense ao ápice foi a faixa-título épica com seus mais de vinte minutos, desde a intro espacial até o "Grand Finale". Só ela foi capaz de ocupar um lado inteiro do LP. A faixa é dividida em sete partes.

No lado B do LP, vem "A Passage to Bangkok", em que Geddy Lee mostra sua potente e famigerada voz, na época muito criticada - e talvez até hoje - pela imprensa. Em "The Twilight Zone", Alex vem com um riff, refrão e solo suaves, mas é apenas um momento de descanso, porque logo vem "Lessons", onde se vê um Geddy Lee agressivo e um riff marcante de Lifeson. "Tears" faz jus ao nome. Totalmente acústica, a canção parece que precede o que viria a ser um dos poucos discos de prog rock brasileiros de tamanha influência. Estou falando de "V", do Legião Urbana, mas em especial a música "Metal Contra As Nuvens", que tem o mesmo ritmo de "Tears". Pra fechar, "Something for Nothing" vem para Geddy Lee mostrar sua voz e completa harmonia com seu praticamente irmão Alex Lifeson.

Não é à toa que o álbum faz parte do livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", Mesmo 35 anos depois, "2112" não perdeu seu valor e nunca perderá, sendo uma das maiores provas - senão a maior - de o porquê o Rush ser considerado por muitos, a "maior banda cult do mundo".
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