Onde se respira música.

30/04/2012

Conheça o The Gaslight Anthem


É pouca moral ser apadrinhado por ninguém menos que Bruce Springsteen?

Esse é o The Gaslight Anthem, banda formada em New Jersey, EUA, em 2006 por Brian Fallon na guitarra e vocais, Alex Rosamilia na guitarra e backing vocals, Alex Levine no baixo e backing vocals e Benny Horowitz na bateria e percussão.

A banda tem um som semelhante a Springsteen. Uma mistura de heartland rock com folk punk, e um estilo indie, a banda tem carisma e já obtém sucesso em terras americanas.

Até o momento, a banda tem três álbuns lançados, "Sink or Swim", de 2007, "The '59 Sound", de 2008, e "American Slang", de 2010. Esses dois últimos foram muito bem recebidos pela crítica e fizeram a banda ganhar certa fama. No Brasil, quase não é conhecida, tendo fama, em boa parte, pelo fato de Springsteen já ter participado de vários shows deles (como o abaixo).

Além disso, o Gaslight está para lançar seu quarto álbum, que já tem nome. "Handwritten" será lançado no dia 24 de julho.

Para se recomendar: Já hits, como "The '59 Sound", "Great Expectations" e "American Slang".


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29/04/2012

Oasis: Mais uma referência aos Beatles descoberta


Estava eu dando uma olhada no encarte do clássico álbum "(What's The Story?) Morning Glory", quando notei que os Gallagher citavam John Lennon e Paul McCartney - só pra variar um pouco. Não é 100% esclarecedor, mas muito do que se encontra no encarte tem sentido com toda a influência que sempre foi polêmica para o grupo.

A tradução pode não estar perfeita, mas já ajuda para posterior compreensão:


"Descendo a nova em algum lugar próximo ao ovo cozido que é o Royal Albert Hall, nós assistimos o sol de Paul cruzar com a estrela de John segurando sorvete nas mãos. Alguém escorregou sobre um cassette enquanto o que você pretendia partia com mais alguém, mas de alguma forma era legal, porque enquanto a música cobria as sombras, se ouvia um som que estava à milhões de milhas de distância da falsificação e à um passo de distância de seu coração.


Apenas como sempre foi, esse som pôs sua arrogância de volta ao seu lugar, a agitação dentro de seu sangue de alguma forma, e eu não sei como, se tornaram profundos, amplos, cheios de sentimentos, melhor na arte deles, inspirado por tantas coisas igual à um mundo que está inclinando quem sabe onde e os aplausos eles sempre souberam que era deles, mas esperaram tão impacientemente para receber. Palavras te cortam de todos os ângulos, apoiados por um som monumental que cresce mais e mais até explodir contra suas defesas e mudanças, majestosamente e magicamente para acalmar as feridas internas.


Enquanto você está amarrado nessa armadilha abandonada, você ouve um conselho cantar em seu coração, você ouve o ressoar de disparo mudar o que nunca é suficiente para comprar o que se necessita, tédio e miséria, horas gastas com uma guitarra queimada, pubs sujos e pavimentações desmoronadas, violência e amor, tudo misturado, e agora tudo isso.


No fim você vira e começa de novo, porque não está isolado. Eles se foram para trabalhar, então você pode ir para casa. Além de o dia ficar rosa e você sentir seus pés se elevarem acima do chão como novas estradas abertas na sua frente. Nessa cidade, o júri sempre está protegido, mas as pessoas sabem. Elas sempre sabem a verdade. Acredite. Fé. Além. Sua manhã gloriosa."



O que evidencia essa forte influência é principalmente o trecho "se ouvia um som que estava à milhões de milhas de distância da falsificação e à um passo de distância de seu coração.", ou seja, não seria um plágio, mas eles sempre compuseram canções ao ponto de encantar o público.
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01/04/2012

Resenha | Rush - 2112 [1976]


À beira da desistência em 1976, "2112" foi o "agora ou nunca" do Rush. Após três discos sem muito alarde ("Rush", "Fly by Night" e "A Farewell to Kings"), era preciso um lançamento de muito impacto. Mas como é de praxe, é necessário um disco ruim para que surja uma obra-prima. Em "A Farewell to Kings", o letrista principal da banda Neil Peart já havia apostado em epopeias, mas sem obter algum sucesso. Porém, já "2112", o que levou o trio canadense ao ápice foi a faixa-título épica com seus mais de vinte minutos, desde a intro espacial até o "Grand Finale". Só ela foi capaz de ocupar um lado inteiro do LP. A faixa é dividida em sete partes.

No lado B do LP, vem "A Passage to Bangkok", em que Geddy Lee mostra sua potente e famigerada voz, na época muito criticada - e talvez até hoje - pela imprensa. Em "The Twilight Zone", Alex vem com um riff, refrão e solo suaves, mas é apenas um momento de descanso, porque logo vem "Lessons", onde se vê um Geddy Lee agressivo e um riff marcante de Lifeson. "Tears" faz jus ao nome. Totalmente acústica, a canção parece que precede o que viria a ser um dos poucos discos de prog rock brasileiros de tamanha influência. Estou falando de "V", do Legião Urbana, mas em especial a música "Metal Contra As Nuvens", que tem o mesmo ritmo de "Tears". Pra fechar, "Something for Nothing" vem para Geddy Lee mostrar sua voz e completa harmonia com seu praticamente irmão Alex Lifeson.

Não é à toa que o álbum faz parte do livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", Mesmo 35 anos depois, "2112" não perdeu seu valor e nunca perderá, sendo uma das maiores provas - senão a maior - de o porquê o Rush ser considerado por muitos, a "maior banda cult do mundo".
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