Onde se respira música.

22/02/2012

Conheça o Bang Camaro


O Bang Camaro é uma banda pouco conhecida no Brasil. Talvez você a conheça só por intermédio do Guitar Hero e do Rock Band e no máximo, já ouviu uma ou duas músicas da banda. Mas você não pode dar sua opinião sobre uma banda após ouvir um álbum, quanto mais ao ouvir uma ou duas músicas...

Eles poderiam fazer parte do que chamamos de "banda cult", já que tem apenas dois álbuns na carreira, fazem um som totalmente descompromissado, nunca nem chegaram perto do mainstream, e, ao que parece, não fazem nem questão.

Formada em 2005 em Boston, EUA, pelos guitarristas Bryn Bennett e Alex Necochea, a banda é, na verdade, um supergrupo, composto por vários ex-integrantes de bandas de indie rock. O caso peculiar é que a banda é composta por um baterista, um baixista, dois guitarristas (solo e rítmico), e acredite: 13 vocalistas. Isso mesmo! O que deixa o som da banda ainda mais interessante. O gênero da banda está mais próximo do hard rock, em especial setentista, e livre de qualquer rótulo. Hard Rock no seu estado bruto.

"Bang Camaro" e "Bang Camaro II", lançados em 2007 e 2008, respectivamente - influência clara do Led Zeppelin, que lançou de "Led Zeppelin" à "Led Zeppelin IV", desistindo desse formato apenas no quinto álbum - tem como destaques as canções "Push Push (Lady Lightning)", "Pleasure (Pleasure)" e "Nightlife Commando", do primeiro álbum, e "Night Lies", "Revolution" e "Life Is Hard On The Road", do segundo.

Se você gosta de um hard rock setentista sem rótulos, tá aí uma boa sugestão.

Ouça "Revolution", do álbum "Bang Camaro II", e veja se vale a pena conhecer um pouco mais esse grupo:

E repare toda a potência vocal do grupo...

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21/02/2012

CPM 22: "CPM 22" traduz 100% a banda






Você talvez não tenha curtido o lançamento de "Depois de Um Longo Inverno", pois o CPM mudou radicalmente sua sonoridade. Mas convenhamos: Ainda sim, há muitos pontos positivos neste álbum. E era evidente: Eles sempre declararam ter grandes influências de The Clash, uma banda conhecida por fazer a fusão do punk com diversos estilos, como Ska, Jazz, Rockabilly e etc. Logo não seria novidade se o eles lançassem um disco mais voltado para o Ska-punk (como fez!).

Há pouquíssimas bandas que não precisam mudar seu estilo para continuar fazendo sucesso. No momento, a única banda que me vem à cabeça é o AC/DC. Isso me faz lembrar uma - célebre - declaração do gênio Angs Young: "Temos sido acusados de fazer o mesmo álbum uma dúzia de vezes. Mas isto é uma mentira suja. A verdade é que fizemos o mesmo álbum 14 vezes". Enfim... Na maioria dos casos, inovar não é importante, é fundamental. E foi o que o CPM fez, - muito bem, por sinal - não se prendendo ao passado hardcore. Mas voltemos ao foco do post... 

Um dos pontos altos do álbum é a faixa "CPM 22", que a banda compôs como um grande "obrigado" aos fãs. A música resume o que foram esses 15 anos de carreira, - até aqui - desde o underground - até o início dos 00s, passando por momentos de dificuldade, como a falta de verba para investimento no começo da carreira até problemas mais recentes, como a saída de integrantes da banda - Wally e Fernando -. A canção contém um riff simples, não muito elaborado, porém cativante. Vale a pena conferir a letra e a música...

CPM 22
CPM 22

"Então, escute esse som
Que não fala de amor
Mas, com certeza
O sentimento é real

Me lembro como foi bom
Durante 15 anos lutando por um mesmo ideal
Expor os meus pensamentos nunca foi fácil
Acertando ou errando é normal

Mas voltei, estou aqui
Pra te escrever talvez, ou melhor, te dizer
O que vivemos desde a Caixa Postal
E, quando olho pra trás

A luta foi leal
Temos motivos para comemorar
Depois de muitas viagens, calotes, roubadas
E muita incerteza no ar

Não cansei, estou aqui mais uma vez
Mais uma vez, de uma vez
Mais uma vez

Por vocês que nos seguem
Agradeço pela força pra chegar até aqui
Ter um reconhecimento nacional
Ver de perto todo o povo brasileiro
Com uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz

E aqui estamos de novo
Esse é o sétimo disco
Nossa trajetória tem seu valor
Agora é cair na estrada pra matar a saudade

Das cidades que já fizemos show
Depois de tanta amizade, tapetes puxados
A chama ainda não se apagou

Por vocês que nos seguem
Agradeço pela força pra chegar até aqui
Ter um reconhecimento nacional
Ver de perto todo o povo brasileiro

Não viemos para revolucionar
Só que agora não tem como ignorar
Uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz"

Confira a música:

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19/02/2012

Resenha | Boston - Boston [1976]

Primeira impressão de "Boston": "Uma capa com um disco voador? Como assim?". Discos voadores nas capas se tornariam frequentes. Daquele momento em diante, seria melhor você estar com o ouvido apurado para apreciar o melhor do hard rock.

Eis que se inicia "More Than A Feeling", e até este momento você não dá muito valor. Afinal, "é uma baladinha hard. E só." Seria o que os leigos diriam. Logo começa "Peace of Mind", com um desejo universal ("All I want is to have my peace of mind."). Uma das melhores canções do álbum e pouco valorizada até os dias de hoje. Em seguida vem "Foreplay/Long Time", e você já tem uma certeza: a capa resume muito bem o que é o álbum. Um hard rock do outro mundo. São pouco mais de dois minutos muito intensos - com um adicional de órgão que pouco ou nunca se viu no rock até hoje - que são seguidos de uma pausa para um nova explosão. Talvez a melhor - e mais elaborada - música do álbum.

"Rock and Roll Band" vem como um clichê, é bem verdade. Afinal, qual banda de hard rock nunca fez uma música dedicada ao Rock N' Roll? Mas é bom lembrar: Naquele tempo, talvez ainda não fosse clichê. O que importa é que estamos diante de uma música fantástica.

Logo vem "Smokin'", para abalar as estruturas, e pra mostrar talvez o melhor momento de Brad Delp, com seus vocais que até arrepiam, entrando numa linha Geddy Lee, do Rush... Mas lembrando que Tom Scholz é o grande responsável pelo sucesso do disco, sendo dele toda a produção e a maior parte das gravações.

As três últimas, apesar de menos conhecidas, mantêm o nível - diga-se de passagem alto - do álbum.
"Hitch A Ride", vem pra acalmar os ânimos por um momento, mas logo vem "Something About You" cheia de energia. Provavelmente a música mais animada do disco. E "Let Take You Home Tonight", numa linha totalmente romântica, fecha um disco incrível, modelo pra qualquer banda que queira começar no hard rock.

Não por acaso o Boston alcançou 17 milhões de cópias com esse disco.

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16/02/2012

The Clash: O Rancid teria os plagiado?






Seria difícil perceber esse possível plágio por um simples motivo: Nenhuma das canções chegou perto de se tornar um hit das bandas. Mas as influências do Clash no som do Rancid são evidentes. O Clash teve sua glória musical com "London Calling", um disco que tinha uma mistura autêntica do Rock com o Rockabilly, com o Jazz, com R&B, Ska, entre outros estilos. E o Rancid entrou na onda do Clash em sua fase "London Calling". Com seu também som único, o Ska-punk, o Rancid chegou ao mainstream e por lá permaneceu por um tempo. Agora ouça "Police On My Back", música que não faz parte do "London...", e logo em seguida "The 11th Hour", do álbum "...And Out Come The Wolves", do Rancid. Mas se atente exclusivamente no riff das duas músicas. Não dá pra negar que os dois são muito parecidos.

Confira e deixe seu comentário logo abaixo:




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13/02/2012

John Lennon: O significado de "Cold Turkey"






Fonte: O Baú do Edu / Som Vinil


Em 20 de outubro de 1969, John Lennon lançava seu segundo compacto em carreira solo, “Cold Turkey”, com a Plastic Ono Band, que tinha na sua formação, Eric Clapton, Klaus Voorman, Yoko Ono e Ringo Starr.

De acordo com Peter Brown, em seu livro The Love You Make, a canção foi escrita em uma explosão criativa como uma expressão do vício de Lennon e Yoko em heroína. Lennon chegou a apresentá-la a Paul McCartney como uma possível gravação do Beatles, mas foi recusada. Logo, Lennon gravou a canção, na qual aparecia como o único autor, ao contrário de seu primeiro single, “Give Peace a Chance”, atribuido a parceria entre ele e McCartney.

A referência direta da canção é o vício da heroína que o casal curtia naqueles tempos. “Cold Turkey”, na gíria dos junkies, é a chamada crise de abstinência. Contudo, pode-se fazer uma análise mais profunda dos porquês dessa letra. Era somente um John Lennon cru, nu, que não queria e nem tinha mais interesse algum em interpretar composições que não fossem próprias. John Lennon mudara. E muito. Barbudão, sujo e cabeludo, definitivamente mostrava ao mundo que o “Beatle” John estava enterrado. Odiava os Beatles, como instituição. Estava realmente saturado e deslumbrado com as perspectivas de começar um trabalho autoral ao lado da mulher. “Cold Turkey” é uma das mais estranhas e violentas canções de John Lennon. Os gritos de horror no final não deixam dúvidas. Algo estava muito errado com nosso herói, que conseguiu terminar a música a tempo de encaixá-la no show de Toronto. A faixa, foi lançada primeiro em compacto e depois saiu no disco ao vivo – Live Peace In Toronto – gravado durante a apresentação. Também apareceria no álbum-coletânia “Shaved Fish” de 1975 e mais tarde no álbum ao vivo “John Lennon – Live in New York City”.


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07/02/2012

A evolução (?) da música






Gráfico de pizza com todos os detalhes das vendas de música em seus diversos formatos. O gráfico mostra o período de 1980 à 2010. Confira abaixo:


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02/02/2012

Você Sabia? #15: A história de "Love Boat Captain", do Pearl Jam






Fonte: Whiplash / Paraíba


Pearl Jam no Roskilde Festival. Junho de 2000


Em 30 de junho de 2000, uma tragédia: durante o show principal na sexta-feira, no festival Roskilde, na Dinamarca, pessoas no público começaram a empurrar para chegarem mais perto do palco devido a problemas de som. Infelizmente, o chão estava enlameado e muitas pessoas caíram no chão e foram pisoteadas. Nove morreram de sufocamento e muitas mais foram feridas. Em 2002, o Pearl Jam escreveu uma música, 'Love Boat Captain', que fala dolorosamente da tragédia: "Lost 9 friends we'll never know... 2 years ago today" [Perdi 9 amigos que nunca conheceremos... há exatamente 2 anos].

A banda foi inicialmente culpada pelo acidente, mas depois foi considerada inocente. Com isso, o Pearl Jam teria cogitado a aposentadoria.

Confira "Love Boat Captain", a homenagem da banda:


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01/02/2012

Covers #14: The Commodores vs Faith No More






O cover desta semana é um tanto quanto controverso, afinal, a versão cover pode até ser rock, mas e a original? Lionel Richie e cia. não tinham uma sonoridade nem parecida com rock, mas só estão aqui por um simples motivo: se o Faith No More regravou essa música é porque de alguma maneira influenciou eles.

Esse hit absoluto dos Commodores faz parte do quinto álbum da banda, "Commodores", de 1977. O cover do Faith No More faz parte do álbum "Angel Dust", de 1992.

Eu, particularmente prefiro a versão do Faith, mas as duas são ótimas.

Confira as duas versões:



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