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10/01/2012

Você sabia? #11: "O Tolo na Colina" - Beatles






Por: Cristiano Amaral de Oliveira
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Fontes: O Baú do Edu
            Wikipedia (1)
            Wikipedia (2)


O Tolo na Colina

Os anseios místicos dos Beatles é algo notável ao longo de toda história da banda. Conselheiros espirituais, como o guru Maharishi Mahesh Yogi, contribuíram para o desenvolvimento das concepções ideológicas dos membros. De modo que essa influência religiosa e espiritual aceita por seus integrantes, assim como as experiências e “viagens no ácido”, é refletida claramente nas letras de suas músicas, capas de álbuns e declarações.

George Harrison talvez tenha sido o que realmente adotou e seguiu disciplinadamente a filosofia hinduísta por toda a sua vida. E inclusive na morte, quando houve uma cerimônia Hare Krishna com cânticos tradicionais enquanto o ex-beatle morria.

Nos Beatles, Harrison atingiu a sua maturidade com a composição de ‘Something’ dedicada a sua mulher na época, Pattie Boyd

Já em carreira solo cantou e esbanjou espiritualidade em ‘My Sweet Lord’ em devoção ao que acreditava.

“Somos mais populares que Jesus”, afirmou John Lennon uma vez em entrevista. Uma frase que apresentada fora do contexto gerou muita polêmica. E dentro do contexto foi capaz de ocasionar revoltas e ameaças. Na época fizeram uma grande fogueira com os discos dos Beatles e a seita, já em decadência, ‘Klu Klux Klan’ acusou John Lennon de blasfêmia.

Polêmica é um dos frutos que se gera quando o que é aceito como convencional e adequado é contrariado.

E os Beatles eram bons em fazer isso. Outra situação famosa, que também gerou polêmica, é da música ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ (com a sigla LSD) que para os mais sensacionalistas tratava-se de uma apologia as drogas, mais especificamente ao LSD.

Na circunstância que gerou a letra da música ‘The Fool on the Hill’, Paul McCartney e Alistair Taylor, gerente geral da gravadora Apple na época, conversavam enquanto caminhavam por Primrose Hill, em Londres, eles observavam o nascer do sol antes de notar que a cadela de Paul, chamada Martha, que os acompanhavam, havia sumido. Eles vasculharam toda colina a procura de Martha, mas não a acharam. A colina estava deserta.

Porém, no momento que viravam para ir embora se depararam com um senhor bem vestido que surgiu do nada, ele os cumprimentou e fez um comentário sobre a bela vista da colina, e assim, acharam também a cadela Martha. Então Paul e Taylor olharam em volta e ao olhar novamente para o homem notaram que ele havia misteriosamente desaparecido do mesmo modo que apareceu.

A conversa entre Paul McCartney e Alistair Taylor, momentos antes, era sobre a existência de Deus e divagações a respeito.

Sobre esta experiência Taylor em seu livro ‘Yesterday’ escreve, "Paul e eu tivemos a mesma sensação estranha de que algo especial tinha acon­tecido. Sentamos no banco um pouco trêmulos, e Paul disse 'que diabos você acha que foi isso? Que estranho. Ele estava aqui, não estava? Nós falamos com ele?'."

Os Beatles eram revolucionários e personagens críticos de uma sociedade que estava em transformação, ao mesmo tempo em que eram tidos como banda pop (popular). Mas talvez o maior mérito dos Beatles foi unir de uma maneira genial formas abstratas, ideológicas, e, as vezes, místicas na sua obra.

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