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09/01/2012

Resenha | Rush - Moving Pictures [1981]


Considerado - quase por unanimidade - o melhor álbum do Rush, e também o álbum mais comercial - senão o único - de sua discografia, "Moving Pictures" é uma amostra do melhor do prog rock.
Recheado de hits, o álbum se inicia com "Tom Sawyer", talvez o maior hit da banda, onde Neil Peart mostra suas técnicas - muito bem, por sinal - e Geddy Lee suas habilidades no sintetizador.
A seguinte, "Red Barchetta", é para mim, a melhor música não só do álbum, mas da discografia do Rush. Neil Peart arrebenta na bateria, enquanto Lifeson sola muito bem e Geddy mostra uma linha de baixo fantástica. O álbum segue com "YYZ", que eu diria ser a melhor música instrumental do rock, e que muitos não sabem, mas ela tem esse nome por ser na verdade a batida de código morse feito por um piloto de avião que levava o trio para um show. Ela é o código do aeroporto internacional de Toronto, e a batida do código morse é reproduzida nos “crótalos” (pequenos pratos), tocados na introdução.
Já em "Limelight", Peart repete a linha de bateria de "Tom Sawyer" e apreciamos um dos melhores momentos de Lifeson, em um dos seus melhores solos da carreira.
Partindo para "The Camera Eye", o trio mostra que não deixou de lado suas músicas longas, como "2112" (que tem 20 minutos) e "Cygnus X-1 Book II Hemispheres" (que tem 18). Ela contém várias ritmos, assim como as faixas dos outros álbuns citadas.
Em "Witch Hunt: Part III of 'Fear'", - que eu diria ser a única faixa que deixa um pouco a desejar - a música chama pouca atenção por falta de atrativos. Não há nenhuma linha instrumental interessante.
Fechando com "Vital Signs", onde a banda aposta numa linhagem mais reggae, o trio faz uma escolha acertada, sendo um dos destaques positivos do álbum.
De forma geral, esse álbum - junto com "2112" - pode ser considerado uma das obras-primas do prog rock e do rock em geral. Vale a pena conferir.
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