Onde se respira música.

29/01/2012

Você Sabia? #14: A história de "Rocket Queen", do Guns N' Roses






Fonte: Bacharel Carioca

Uma das histórias mais ousadas (talvez a "mais ousada de todas") não poderia ser de outro grupo: Guns N' Roses. Famosos por suas extravagâncias com drogas, bebidas, quartos de hotéis quebrados e por andarem com Strippers antes da fama, uma música em especial é símbolo do que Axl Rose e sua turma (quando ainda era com a formação original) era capaz. Que eles mudaram para sempre a história do Hard Rock todo nós sabemos, mas o que poucos sabem é o que aconteceu durante a gravação do seu primeiro disco, o "Appetite for Destruction".

Antes de serem famosos, os Gunners tocavam na noite americana e, segundos os próprios afirmam até hoje, suas fiéis companheiras eram as strippers dos locais onde frequentavam/tocavam e terminavam a noite. Uma dessas meninas era Adriana Smith, de 19 anos, que acabou se tornando namorada do baterista da formação original, Steven Adler. Porém, uma traição do músico mudaria para sempre a história.

A bela Adriana Smith (direita), uma das muitas strippers que conviviam com os Guns N' Roses

Corria o ano de 1987, Axl Rose trabalhava há meses no álbum que seria o divisor de águas do grupo, quando na obscena música "Rocket Queen" (em português, algo como "Rainha Foguete"), sentiu falta de algo que desse veracidade à obra. Num dos dias de trabalho, após encontrar Adriana bêbada no estúdio entre as muitas das farras, propôs a namorada do amigo que "ajudasse" na faixa que estavam gravando. A proposta? Que pudesse ceder seus gemidos de orgasmo. Mas não foi simplesmente um gemido, como a própria Adriana narra:

"Eu estava namorando o baterista (Steven Adler) na época e nós sempre discutíamos sobre eu ser ou não namorada dele... Eu estava me embebedando no estúdio e Axl me fez uma proposta. Axl e eu sempre tivemos uma espécie de tentação, e uma vez que ficamos juntos, foi como fogo e gasolina"


Steven Adler, seu ex-namorado e ex-baterista dos Guns com Adriana Smith

Visando se vingar do baterista, Adriana aceitou a ousada proposta de transar com Axl Rose para que "o som do amor" fosse introduzido na faixa que, entre outros versos, fala sobre o desejo sexual.

Numa das salas do estúdio em Manhattan (Nova Iorque), escura e totalmente desconfortável, diversos microfones foram colocados. Axl levou a namorada do amigo de banda para lá e, sem cerimônias, todo ato sexual foi gravado em uma fita pelo produtor do disco, Vic Deyglio, que usou recursos técnicos avançados para a época. Um dos microfones captava diretamente Adriana.

Se para a moça era um momento de diversão durante um porre, incluindo ataques de risos em meio ao ato, Axl auxiliava a moça para uma perfomance real e profissional. "Vamos lá, Adriana, tem que ser de verdade", Rose dizia, ofegante, com uma pausa no meio do coito. "Pára de fingir!".

Adriana Smith e Axl Rose, em 1988, um ano após a gravação de "Rocket Queen"

Uma fita com aproximadamente 35 minutos foi gravada, onde o gemido de prazer da jovem foi editado e colocado na faixa, para satisfação de Axl. Seus sons orgásticos (que acabaram bem altos na mixagem da última faixa de Appetite for Destruction) são de verdade. Uma ousadia bem ao estilo Sexo, Drogas e Rock'n Roll.

Após tomar consciência do que havia feito, já sóbria, Adriana estava coberta de vergonha e aquela noite a assombrou durante anos:

"Acabei bebendo e usando drogas durante um tempão para esquecer. Sentia uma vergonha extrema, culpa e tal. Fui levada pela vingança e também a bebida. Eu sei que errei" - afirma hoje, a senhora Adriana Smith, com 41 anos e que não vê o "parceiro de gravação" há mais de 13 anos.

Quando Steven Adler soube do ocorrido ficou louco e teve "um chilique da porra", segundo Adriana. Adler, inclusive, recorreu ao seu maior vício para suplantar o fato: uso de heroína. Já viciado antes da história com a ex-namorada, o mesmo problema de uso constante o levou a ser expulso da banda, quatro anos depois.

Atualmente Smith está sóbria há 15 anos, trabalha como conselheira de álcool e drogas, além de ser vocalista de uma banda local chamada "Ghost In The Graveyard" que, inclusive, lançou uma música dedicada ao Axl Rose:

"Axl planejava me levar à estrada com eles, para termos shows de sexo ao vivo por trás de uma tela no palco. Aquele cara é um gênio, cheio de idéias loucas. Provavelmente, eu perdi um monte de dinheiro, mas não queria ser vista como uma groupie que roubava namorados."

Adrian Smith atualmente



Ouça os gemidos na faixa original, entre 2:30 e 3:10 minutos:





Bônus

Já que citamos a música, ouçam uma versão maravilhosa de "Rocket Queen", interpretada pela banda norueguesa Sandmarx, descoberta por mim através do Youtube. A vocalista tem uma das vozes mais lindas que já ouvi e se chama Sandra Szabo:


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28/01/2012

Você Sabia? #13: Living Colour plagiou os Paralamas

Sim, para os ignorantes que acham que é só o Rock internacional que presta, parece impossível isto acontecer, mas é a mais pura verdade. Para muitos, não houve plágio, e seria somente uma coincidência o riff de "Solace of You", da banda estadunidense, com o hit "Alagados", d'Os Paralamas do Sucesso. Mas todos os fatos indicam que ocorreu o plágio, sim. Afinal, o Living Colour visitou o Brasil, e é óbvio que isto pode ter influenciado na sonoridade do álbum que viriam a lançar.
Vale lembrar que com o ocorrido, a banda brasileira não os processou, apesar de tamanha polêmica.

Confira e tire suas próprias conclusões:



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23/01/2012

Black Sabbath: Era Ozzy vs Era Dio






Qual era do Sabbath é a melhor: Era Ozzy ou Era Dio? Eis uma questão que sempre dividirá a maioria dos fãs dos pioneiros do Metal.

Nos anos 70, com Ozzy no vocal, seus lançamentos de maior sucesso foram "Paranoid" e o álbum homônimo, que lançou o heavy metal e também o Doom Metal pro mundo. Já com Ronnie James Dio, o Sabbath teve seus momentos de glória com o álbum de estreia dele "Heaven & Hell", e depois com "Mob Rules".

Mas, afinal, o que mudou com apenas a alteração no vocalista da banda?

Da minha parte, vejo que mudou muito mesmo. Com Ozzy, individualmente a banda podia mostrar todo o seu arsenal instrumental. Bill Ward podia mostrar toda a sua técnica, como fez em "Rat Salad", uma "Moby Dick" mais pesada, e em "Fairies Wear Boots". Geezer tinha linhas de baixo fantásticas como em "Iron Man", e Tony Iommi tinha momentos únicos, como em "War Pigs", "Sweet Leaf", entre outras. E como muitos dizem, eu concordo: Ozzy é um ótimo vocalista, mas sem qualquer técnica de canto. E sim: Nesses nove anos de lançamentos na era Ozzy, fica evidente que houve uma queda significativa de produção, em especial notada a partir do "Vol. 4". Por outro lado, é desigual comparar a produção Ozzy com a produção Dio, já que Ozzy permaneceu nove anos na banda, enquanto Dio ficou na banda de 1979 até 1982, um terço do tempo de Ozzy, mas voltemos à analisar a sonoridade da banda nos dois períodos.

Já com Dio, todo esse talento se tornou oculto, diante de uma "compressão" do som, fazendo ele ficar uniforme e dinâmico. Basta ouvir "Neon Knights" e "Heaven & Hell". Mas é claro, ainda existiam momentos individuais fantásticos, como o de Tony em "Wishing Well", de Geezer em "Heaven & Hell", e do próprio Dio em "Die Young". Essa mudança no vocal foi, do meu ponto de vista pra melhor ligeiramente, enquanto em questão de grupo, houve uma pequena regressão.

Depois disso, a banda não teve mais uma formação constante, passando álbum a álbum por mudanças de músicos. E não se tratava de mudanças só nos vocais. Bill Ward e Geezer Butler saíram e retornaram para a banda várias e várias vezes a partir de 1985. Talvez possa incluir uma era Tony Martin, mas somente pelo tempo de permanência no grupo, porque de produção significativa...

Agora fica uma pergunta: Essas mudanças aconteceriam, quer o Ozzy ficasse na banda, quer não?

O intuito desta matéria não é defender qual era foi melhor, e sim avaliar os pontos positivos e negativos de forma imparcial.

Fica com o leitor a chance de deixar sua opinião logo abaixo.

Confira dois hits dos dois períodos da banda:



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16/01/2012

Raulzito, Paulo Coelho e a "Sociedade Alternativa"






Fonte: Teoria da Conspiração


O início dos anos setenta é guardado com imenso carinho por aqueles que os viveram intensamente, formando a romântica juventude daquele tumultuado período.

O eternamente pouco populoso meio thelêmico não escaparia (felizmente) do romantismo que tomara conta da assim chamada geração para frente Brasil. Entre tantos que estiveram em contato inicial com o assim chamado Sistema thelêmico de realização espiritual, dois nomes despontam, bem mais pelo futuro que o destino lhes reservaria, do que pelo conhecimento, propriamente dito, da matéria elaborada por Aleister Crowley(1875-1947): os nomes são, Raul Seixas e Paulo Coelho.

Raul Seixas conheceu Paulo Coelho em 1973, através de um artigo publicado na revista “A Pomba”, do próprio Paulo Coelho. A partir deste momento, nascia a tão famosa parceria musical que viria a projetar os dois no cenário nacional.

Paulo Coelho, então em contato com Marcelo Ramos Motta (1931-1987), tomava suas primeiras instruções sobre Crowley e a Lei de Thelema. O fascínio pela filosofia desenvolvida pelo controvertido mago Inglês, não tardou a contagiar o promissor jovem escritor que, logo em seguida, a apresentaria a Raul Seixas. A vida e a obra dos dois foram fortemente marcadas por este período.

Motta, então, escreve para um de seus discípulos (Euclydes Lacerda de Almeida), pedindo para que este se responsabilizasse pelo desenvolvimento de Paulo Coelho, tanto na A.’.A.’. quanto na sua particular versão da O.T.O.. Marcelo Motta também comporia algumas músicas em parceria com Raul Seixas e Paulo Coelho. Entre as mais famosas estão as belas “A Maçã”, “Tente Outra Vez” e “Novo Aeon” (essa ultima em parceria com Cláudio Roberto).

Paulo Coelho, seguindo a orientação de Motta, estabelece contato com a pessoa indicada e esta o aceita como Postulante e Estudante da Lei de Thelema. A significativa troca de correspondência entre Paulo Coelho e seu novo Instrutor durante o período 1973-74 nos dá a certa medida do entusiasmo e dedicação com que Paulo Coelho, desenvolvendo seus estudos, também tomava para si a responsabilidade de divulgação da Obra do controvertido mago Aleister Crowley. Este trecho de uma carta de Paulo Coelho, datada de 26/03/74, nos dá uma idéia de seu entusiasmo, bem como seu envolvimento com a filosofia thelêmica: “… como tomamos [Paulo e Raul] Crowley, principalmente Liber OZ, como base de um estudo social a que nos propomos, gostaria de ouvir e ser constantemente orientado por vocês no sentido de não comprometer nada, falando demais ou falando errado. Informe urgentemente como devemos continuar agindo na divulgação de todos os nossos ideais e nossas idéias.”

Seu treinamento mágico teve início formal em 01/01/1974. Em seguida, Paulo Coelho seria admitido na O.T.O. de Motta, assumindo como Mote Mágico (ou nome mágico) “Frater Staars”. Raul Seixas e Paulo Coelho, inspirados pela Lei de Thelema e pela Obra de Aleister Crowley, também formulariam um movimento que ficou conhecido como "A Sociedade Alternativa", cujo hino, a música que leva o mesmo nome, é a própria declaração da Lei de Thelema.

Paulo Coelho, bem mais organizado que Raul Seixas, seguia firme com suas práticas e estudos thelêmicos. No dia 19 de maio de 1974, Paulo Coelho formaliza seu Juramento ao Grau de Probacionista, sendo admitido na A.’.A.’. com o Mote Mágico “Frater Luz Eterna – 313″ (e não “Lúcifer”, como erroneamente divulgado por certos autores nacionais). Junto a seu Juramento, envia uma carta em que seus ideais ficam expostos de forma bem clara. Nela, Paulo Coelho diz o seguinte:

“Continuamos a divulgar de todas as formas o Liber OZ, [...] A Sociedade Alternativa continua com o sucesso de sua caminhada no sentido de construir as bases sociais para uma verdadeira civilização thelêmica.”

No entanto a eternidade de sua luz na senda thelêmica, bem como sua certeza de propósitos em relação a esta filosofia de vida, não iriam durar muito tempo: ironicamente, esta seria sua última missiva dirigida a seu Instrutor. Cinco dias depois, na sua famosa “noite negra do dia 24″, Paulo Coelho, junto a outros “subversivos”, é preso pela polícia do exército. Sim, ele de fato viu o “diabo” e, muito embora estes não possuíssem rabos pontudos nem chifres e usassem o verde oliva no lugar do vermelho, esse seria – segundo o pouco criterioso modo thelêmico de avaliação – o fim de sua carreira mágica, pelo menos naquilo que diz respeito a Thelema. Na verdade, como um exame mais inteligente demonstraria, este foi o início de sua realização tanto mágica quanto pessoal.

Na época, contudo, provavelmente a forte formação cristã (católica) de Paulo Coelho o tenha feito associar os dois fatos, mostrando-lhe então o quão “errado” ele estava em seguir “os passos da Besta”. Mas isso é apenas mera especulação. Devemos sempre lembrar que todos têm direito de optar pelo que melhor lhes parecer. Alguns anos depois o novo Paulo Coelho se transformaria no mundialmente famoso escritor que todos conhecem. Não há lei além de faze o que tu queres e Paulo Coelho fez o que realmente quis.

Aqueles que conhecem esta parte da história do hoje famoso mago, sabem o quanto esta fase marcou o escritor que se formava. Esses também especulam qual é a verdadeira origem do seu conhecimento que, fragmentado e diluído, habita alguns de seus Best-sellers, além, é claro, do que significaria sua Ordem de RAM (também especulando, é curioso observar que a palavra inglesa RAM é designativa para Áries, Carneiro ou ainda de Bode Montês – nesse caso, o Trunfo XV do Tarot de Crowley).

Raul Seixas, por sua vez – que nunca quis vinculo formal com qualquer organização de cunho thelêmico – seguindo o exemplo de praticamente todos os estudantes de thelema daquela época os quais ainda guardavam uma réstia de bom senso, rompeu definitivamente contato com Motta. Raul Seixas, entretanto, seguiu de modo independente e anárquico, características bem próprias a sua fantástica personalidade, a divulgar a Lei de Thelema e a genialidade de Crowley. E assim, através de seus próprios méritos, ele se consagrou, e mesmo hoje, após sua precoce morte ele continua como uma agradável e inspiradora lembrança, bem vívida na mente daqueles que amam a obra do sempre eterno maluco beleza.

Para muitos esse foi o fim do sonho da Sociedade Alternativa, para outros entretanto, seu verdadeiro início…

OBS: Vale lembrar que a música "Sociedade Alternativa", foi lançada em 1974, no álbum "Gita" e tem como base a teoria de Aleister Crowley. Mas essa não é a única música em que o mago é o personagem central. Seis anos mais tarde, no álbum "Blizzard of Ozz", do Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, Crowley seria novamente o tema central, na faixa "Mr. Crowley".

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14/01/2012

Você Sabia? #12: A história de "Whole Lotta Rosie", do AC/DC






Fonte: MTV


Conforme prometido, segue a história de Rosie, que inspirou um dos maiores hits da banda, “Whole Lotta Rosie”.

Talvez não seja exatamente assim, muita gente romanceia e por isso, vale o jargão popular: “quem conta um conto, aumenta um ponto”. De qualquer forma, aí vai...

Quando o AC/DC ainda não era “oooo AC/DCiiiii”, em meados dos anos 70, Bon Scott, os irmãos Malcolm e Angus Young e companhia dividiam uma casa em Melbourne, Austrália. A ideia era manter a banda unida para compor e manter o custo de vida o mais baixo possível.

Se você tem algum amigo músico, sabe que esse tipo de casa acaba virando o “ponto-de-encontro” de todo mundo: dos amigos, roadies e... groupies, claro!

Rosie era uma groupie. Bem gorda (como você pode ver na imagem ao lado). Trabalhava como hostess em um bar de Melbourne e se gabava de já ter transado com 28 homens famosos. Estava atrás de Bon Scott, então vocalista do AC/DC há algum tempo.

Na noite em que Rosie resolveu atacar, Bon Scott já tinha companhia. Mas, a balada na casa deve ter sido tão forte que, na manhã seguinte, Bon Scott amanheceu com a companhia já prevista de um lado da cama. E com Rosie do outro lado. Imensa. Gigantesca. O vocalista disse que teve que “escalá-la” para se levantar.

E, foi neste momento que Rosie, ainda com remelas nos olhos, olhou para Bon Scott, sorriu e concluiu: “29 homens famosos”.



“Uma rapidinha” DO AC/DC...

Nos primeiros tempos de AC/DC, a banda tocava em diversos locais “barra-pesada”. Daqueles que a banda fica protegida dentro de grades.
Em um desses shows, os irmãos Young foram surpreendidos com a chegada da polícia. Eles pararam de tocar e foram falar com eles.
Malcolm Young: “Algum problema, policial?”
Policial: “Estamos atrás de um assassino infiltrado no meio do público. Se vocês continuarem tocando, ele se distrai e fica mais fácil de a gente pegar o safado”.

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12/01/2012

Rush: Os 3 significados da capa do "Moving Pictures"






Fonte: Alta Felicidade



Moving Pictures é, invariavelmente, o disco mais importante do Rush. Você pode até não considerá-lo o melhor, mas não deve negar que foi ele que alçou Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart a um outro patamar. Lançado em 12 de fevereiro de 1981, Moving Pictures hoje é disco quádruplo de platina. Manteve refinadas as características da banda e, ao mesmo tempo, a tornou comercial (sem utilizar aqui o lado pejorativo do termo).

Mesclou todas as qualidades do power trio canadense em apenas sete músicas que mais parecem um best of, tamanha qualidade. Seria possível dissecar cada uma delas, mas penso que o post ficaria (ainda mais) gigantesco. Melhor não. Vou falar da capa, que é simplesmente genial, e fazer somente comentários sobre as canções.



Capa


A arte gráfica de Moving Pictures tem de tudo: duplo sentido, ou melhor, triplo sentido, jogo de palavras, trocadilhos e metáforas. A foto da capa foi tirada em frente ao prédio da Assembléia Legislativa de Ontário, no Canadá, terra natal dos caras. Em sua fachada, há três arcos e três pilares sustentando cada junção dos arcos. Sim, atente-se sempre para o número 3, referente a um power trio.

Hugh Syme, designer que cobrou U$ 10 mil pela arte, se comprometeu a dar movimento às cenas (moving pictures). Para tanto, criou o conceito com funcionários de uma transportadora, que carregavam três quadros, três pinturas (moving pictures). Temos também a família que se comove com a movimentação das pinturas (moving pictures). Sem falar na contracapa, onde uma equipe de filmagem registra toda a ação das imagens sendo carregadas (moving pictures).

No primeiro quadro, em menor profundidade de campo, vemos uma mulher/bruxa sendo queimada na fogueira, clara referência à Witch Hunt, faixa 6. No quadro do meio, uma pintura da famosa série Dogs Playing Poker. No terceiro quadro, mais à frente, o homem nu e a estrela, símbolo do Rush, primeiramente utilizado na capa de 2112.

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11/01/2012

O bizarro atropelamento do motorista de Keith Moon






Fonte: Whiplash.net


Uma noite, em 1969, o Bentley de Keith Moon foi cercado por assaltantes, quando preparava-se para sair de um club londrino. O motorista de Keith, Neil Boland, vendo-se sem saída, saiu do carro e sumiu de medo. Keith, que não tinha habilitação nem seguro, entrou em pânico e deu a largada no carro em qualquer direção. Subitamente, notou que parecia estar arrastando algo... Ao parar o carro e verificar embaixo dele, viu sua mão se encher de pedaços de cérebro. Era a cabeça de Boland espatifada, pois o motorista havia se escondido sob o veículo e sua cabeça se "quebrara como uma casca de ovo" - segundo as palavras da esposa de Keith, Kim. As autoridades inglesas decretaram que não houve culpa de ninguém e Keith Moon saiu ileso.

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Cachorro Grande: "Baixo Augusta" disponível para download


A Cachorro Grande disponibilizou o seu novo álbum, "Baixo Augusta", para download no próprio site. Para baixar, clique aqui. Para baixá-lo, só será necessário se cadastrar no site da Trama Virtual.

"Baixo Augusta" é o sexto álbum da banda. Confesso que o ouvi uma única vez, e algumas músicas avulsas depois. Já posso confirmar que o álbum tem aquela identidade autêntica da banda gaúcha. Vale a pena conferir em especial as faixas "Difícil de Segurar", "O Fantasma do Natal Passado", "Mundo Diferente" e a faixa-título.

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10/01/2012

Você sabia? #11: "O Tolo na Colina" - Beatles






Por: Cristiano Amaral de Oliveira
Twitter: @amaralcristiano
Facebook: https://www.facebook.com/amaralcristiano

Fontes: O Baú do Edu
            Wikipedia (1)
            Wikipedia (2)


O Tolo na Colina

Os anseios místicos dos Beatles é algo notável ao longo de toda história da banda. Conselheiros espirituais, como o guru Maharishi Mahesh Yogi, contribuíram para o desenvolvimento das concepções ideológicas dos membros. De modo que essa influência religiosa e espiritual aceita por seus integrantes, assim como as experiências e “viagens no ácido”, é refletida claramente nas letras de suas músicas, capas de álbuns e declarações.

George Harrison talvez tenha sido o que realmente adotou e seguiu disciplinadamente a filosofia hinduísta por toda a sua vida. E inclusive na morte, quando houve uma cerimônia Hare Krishna com cânticos tradicionais enquanto o ex-beatle morria.

Nos Beatles, Harrison atingiu a sua maturidade com a composição de ‘Something’ dedicada a sua mulher na época, Pattie Boyd

Já em carreira solo cantou e esbanjou espiritualidade em ‘My Sweet Lord’ em devoção ao que acreditava.

“Somos mais populares que Jesus”, afirmou John Lennon uma vez em entrevista. Uma frase que apresentada fora do contexto gerou muita polêmica. E dentro do contexto foi capaz de ocasionar revoltas e ameaças. Na época fizeram uma grande fogueira com os discos dos Beatles e a seita, já em decadência, ‘Klu Klux Klan’ acusou John Lennon de blasfêmia.

Polêmica é um dos frutos que se gera quando o que é aceito como convencional e adequado é contrariado.

E os Beatles eram bons em fazer isso. Outra situação famosa, que também gerou polêmica, é da música ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ (com a sigla LSD) que para os mais sensacionalistas tratava-se de uma apologia as drogas, mais especificamente ao LSD.

Na circunstância que gerou a letra da música ‘The Fool on the Hill’, Paul McCartney e Alistair Taylor, gerente geral da gravadora Apple na época, conversavam enquanto caminhavam por Primrose Hill, em Londres, eles observavam o nascer do sol antes de notar que a cadela de Paul, chamada Martha, que os acompanhavam, havia sumido. Eles vasculharam toda colina a procura de Martha, mas não a acharam. A colina estava deserta.

Porém, no momento que viravam para ir embora se depararam com um senhor bem vestido que surgiu do nada, ele os cumprimentou e fez um comentário sobre a bela vista da colina, e assim, acharam também a cadela Martha. Então Paul e Taylor olharam em volta e ao olhar novamente para o homem notaram que ele havia misteriosamente desaparecido do mesmo modo que apareceu.

A conversa entre Paul McCartney e Alistair Taylor, momentos antes, era sobre a existência de Deus e divagações a respeito.

Sobre esta experiência Taylor em seu livro ‘Yesterday’ escreve, "Paul e eu tivemos a mesma sensação estranha de que algo especial tinha acon­tecido. Sentamos no banco um pouco trêmulos, e Paul disse 'que diabos você acha que foi isso? Que estranho. Ele estava aqui, não estava? Nós falamos com ele?'."

Os Beatles eram revolucionários e personagens críticos de uma sociedade que estava em transformação, ao mesmo tempo em que eram tidos como banda pop (popular). Mas talvez o maior mérito dos Beatles foi unir de uma maneira genial formas abstratas, ideológicas, e, as vezes, místicas na sua obra.

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09/01/2012

Resenha | Rush - Moving Pictures [1981]


Considerado - quase por unanimidade - o melhor álbum do Rush, e também o álbum mais comercial - senão o único - de sua discografia, "Moving Pictures" é uma amostra do melhor do prog rock.
Recheado de hits, o álbum se inicia com "Tom Sawyer", talvez o maior hit da banda, onde Neil Peart mostra suas técnicas - muito bem, por sinal - e Geddy Lee suas habilidades no sintetizador.
A seguinte, "Red Barchetta", é para mim, a melhor música não só do álbum, mas da discografia do Rush. Neil Peart arrebenta na bateria, enquanto Lifeson sola muito bem e Geddy mostra uma linha de baixo fantástica. O álbum segue com "YYZ", que eu diria ser a melhor música instrumental do rock, e que muitos não sabem, mas ela tem esse nome por ser na verdade a batida de código morse feito por um piloto de avião que levava o trio para um show. Ela é o código do aeroporto internacional de Toronto, e a batida do código morse é reproduzida nos “crótalos” (pequenos pratos), tocados na introdução.
Já em "Limelight", Peart repete a linha de bateria de "Tom Sawyer" e apreciamos um dos melhores momentos de Lifeson, em um dos seus melhores solos da carreira.
Partindo para "The Camera Eye", o trio mostra que não deixou de lado suas músicas longas, como "2112" (que tem 20 minutos) e "Cygnus X-1 Book II Hemispheres" (que tem 18). Ela contém várias ritmos, assim como as faixas dos outros álbuns citadas.
Em "Witch Hunt: Part III of 'Fear'", - que eu diria ser a única faixa que deixa um pouco a desejar - a música chama pouca atenção por falta de atrativos. Não há nenhuma linha instrumental interessante.
Fechando com "Vital Signs", onde a banda aposta numa linhagem mais reggae, o trio faz uma escolha acertada, sendo um dos destaques positivos do álbum.
De forma geral, esse álbum - junto com "2112" - pode ser considerado uma das obras-primas do prog rock e do rock em geral. Vale a pena conferir.
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01/01/2012

Oasis: Apenas influência ou obsessão pelos Beatles?






Fonte: Oasis Forever

Os integrantes do Oasis nunca fizeram questão de esconder o quão apaixonados pelos Beatles são. E nem seriam capazes de disfarçar tamanho apego, afinal, um ou outro fato seria apenas coincidência, mas diante de tantos fatos, é óbvio que não se trata disso.

Aqui vai alguns fatos:


"Compare os nossos dois primeiros álbuns com os dois primeiros álbuns de todas as outras bandas da história do rock. Não sobra ninguém, talvez só os Beatles." (Noel Gallagher)

"John Lennon tinha um problema: ele achava que era Deus. O meu problema? Eu acho que sou John Lennon." (Noel Gallagher)

Essas frases foram tiradas do Whiplash.net


O filho de Liam Gallager (foto abaixo) se chama Lennon. Por quê será?




O Oasis faz inúmeras citações nas letras de suas músicas, vivem dizendo frases relacionadas aos Beatles e suas canções tem muita influência dos Beatles também. Veja abaixo alguns exemplos:


- A frase "...So I start a revolution from my bed/ Cos you said the brains I have went to my head", que está na letra de "Don´t Look Back In Anger", foi tirada de uma entrevista de John Lennon dias antes de ser assassinado. E a introdução de piano desta mesma música foi tirada de "Imagine", de John Lennon.

- Na letra de "Morning Glory", Noel faz referência a "Tomorrow Never Knows", dos Beatles.

- O nome "Wonderwall", supõe-se, foi tirado de um disco solo de George Harrison, guitarrista dos Beatles.

- A capa do single "Live Forever" (foto abaixo) é uma foto da casa onde John Lennon viveu na infância, em Liverpool.



- O Oasis costuma fechar suas apresentações ao vivo com um cover de "I Am The Walrus, de Lennon e McCartney, que inclusive está no single "Cigarettes & Alcohol".

- Liam escreve a palavra "Help" no chão, no final do clip de "Champagne Supernova".

- Na música "Take Me Away" há uma frase inteira (I´d like to be/ Under the sea) tirada de "Octopus´s Garden", música dos Beatles.

- Em "Be Here Now", Liam pede: "Cante uma música para mim, uma de Let It Be (um CD dos Beatles).

- Em Wonderwall, Liam canta "And all the roads we have to walk are winding", clara referência a "The Long And Winding Road", música dos Beatles.

- Duas músicas dos Beatles são citadas na letra de "D´You Know What I Mean ?". São elas: "The Fool On The Hill" e "I Feel Fine". Caso semelhante está na letra de "Fade In-Out, onde é citada "Helter Skelter".

- Noel Gallagher cita "Yellow Submarine" na música "Supersonic", e o clipe de "All Around The World" possui um disco voador amarelo com a banda dentro, referência ao mesmo submarino amarelo de um clipe dos beatles.

- Em "Go Let It Out", Liam canta: "Go let it out / Go let it in/ Go let it out", onde se pode perceber grande semelhança com a parte "So let it out and let it in/ Hey Jude, begin", da música dos Beatles "Hey Jude".

E mais uma que notei influência dos Fab Four:

- Em "Shock of The Lightning", Liam canta "A magical mystery...", que pode ser uma referência ao álbum "Magical Mystery Tour" ou à música homônima.

- Em "The Masterplan", Liam canta "Please, brother, let it be", lembrando "Let It Be", dos Fab Four.


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Covers #13: Bob Dylan vs Jimi Hendrix






Um dos raros casos no Rock que a superioridade do cover é quase unanimidade entre os amantes do gênero. Assim podemos definir "All Along The Watchtower", primeiramente lançada por Bob Dylan, em 1967, em seu oitavo álbum, intitulado "John Wesley Harding". O cover veio um ano depois, performado pelo gênio Jimi Hendrix e sua banda. A já boa versão original de Bob Dylan e o fantástico cover de Hendrix você confere logo abaixo:




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