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23/12/2011

Resenha | Led Zeppelin - Led Zeppelin [1969]






Fonte: Livro "1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer"

Mesmo no início de sua carreira, a visão do grupo de heavy-blues e folk-rock mais famoso e influente do mundo era característica e única. Ao atualizar os riffs arrasadores de pioneiros como o Cream e transformá-los num novo e inspirado tipo de rock, o Led Zeppelin tanto ultrapassou as fronteiras da música em seu álbum de estreia, de 1969, como se manteve fiel às suas raízes no folk, blues e R&B.

A guitarra cheia de estilo de Jimmy Page em "You Shook Me" e "I Can't Quit You Baby", ambas de Willie Dixon, mostra a base sólida da banda. O futuro do rock nos anos 70 foi mapeado em músicas que até hoje são as melhores do grupo, como "Dazed And Confused" (atenção para a robusta linha descendente de baixo) e "Communication Breakdown" (com um riff claro e limpo, quase no estilo de Pete Townshend). O baixo extraordinário, de tremer o chão, de John Paul Jones em hinos como "Good Times, Bad Times" só encontra algum termo de comparação em John Entwistle e, talvez, Roger Grover, enquanto o jeito de tocar do hoje lendário John "Bonzo" Bonham - com muita pressão, mas sem perder a espontaneidade, tornando as músicas do Zep ainda mais grandiosas - virou uma regra até para ele próprio.

O Led Zeppelin era bem mais do que a soma de seus integrantes. As letras estranhas, geralmente ingênuas, embora idolatradas pelos fãs, e o vocal definitivo do rock de Robert Plant encontraram o seu melhor, talvez, em álbuns posteriores da banda. Em 1969, os músicos ainda tinham de se ajustar. Mas o marco estabelecido por este disco multilateral e dinâmico o transformou em alvo de merecida adoração.
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