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26/12/2011

Você Sabia? #10: "When The Levee Breaks", do Led Zeppelin, é um cover






Fonte: Perdidos no Ar


Essa você conhece: When the Levee Breaks – Led Zeppelin (1971)

Essa (talvez) não: When the Levee Breaks – Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie (1929)

Qual é o cover?: Pela ordem cronológica você já deve ter sacado que o cover é a versão do Led. Se bem que os caras deram uma bela retrabalhada na letra e na música, sobrando bem pouco da original. Só a essência.

Então explica: Em dezembro de 1970, os caras do Led Zeppelin se reuniram novamente na Headley Grange, casa no interior da Inglaterra que já havia sido usada pela banda em Led Zeppelin III. O grupo já estava no final das gravações do quarto disco de estúdio, que se provaria o mais bem sucedido da carreira, graças principalmente à “Stairway to Heaven”.

O objetivo era gravar “When the Levee Breaks”, canção de blues que data do final dos anos 1920 e tem como tema a Grande Enchente do rio Mississippi, ocorrida em 1927. A música foi gravada pela primeira vez por Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie, em 1929 (foto abaixo).

O Led Zeppelin já havia tentado sem sucesso gravar a música nos estúdios da Island Records, no início das gravações de Led Zeppelin IV. O tempo mostrou que a bucólica casa no interior inglês era o lugar ideal para a gravação de “When the Levee Breaks”.

É em torno da colossal bateria de John Bonham que a música se constrói. O engenheiro de som Andy Johns posicionou Bonham no topo de uma escadaria e gravou o som ressonante, mas ao mesmo tempo abafado, com dois microfones suspensos no teto. O resultado foi que toda pancada de Bonham na bateria era naturalmente “amortecida” pela reverberação da escada.



No estúdio móvel emprestado pelos Rolling Stones, o engenheiro comprimiu o som da bateria em dois canais (estéreo) e estava finalizada a produção de um dos mais célebres arranjos de bateria da história do rock. Inclusive, a abertura da música vem sendo incansavelmente sampleada por artistas de hip-hop e de outros genêros. Ouça, por exemplo, “Rhymin’ and Stealin’” (Beastie Boys), “Kim” (Eminem) ou “Man Next Door” (Massive Attack).

Mas os geniais efeitos de produção de Jimmy Page também foram determinantes para a sonoridade única da banda. Page usou um efeito de “eco inverso” na gaita tocada por Robert Plant, ou seja, o eco vinha antes do som original. Além disso, a música foi gravada em um tempo diferente e depois desacelerada em estúdio, dando um aspecto meio pantanoso e denso à canção.

A música se tornou tão complexa que se tornou difícil recriá-la ao vivo. “When the Levee Breaks” só foi interpretada pelo Zeppelin duas vezes, mas foi revisitada mais tarde por Page e Plant em uma turnê acústica nos anos 1990.

Sobrou mesmo o que a banda queria que chegasse até nós. Essa obra de arte concebida por gênios tanto de palco como de estúdio. Sem mais bla bla bla, compare as duas versões:



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23/12/2011

Resenha | Led Zeppelin - Led Zeppelin [1969]






Fonte: Livro "1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer"

Mesmo no início de sua carreira, a visão do grupo de heavy-blues e folk-rock mais famoso e influente do mundo era característica e única. Ao atualizar os riffs arrasadores de pioneiros como o Cream e transformá-los num novo e inspirado tipo de rock, o Led Zeppelin tanto ultrapassou as fronteiras da música em seu álbum de estreia, de 1969, como se manteve fiel às suas raízes no folk, blues e R&B.

A guitarra cheia de estilo de Jimmy Page em "You Shook Me" e "I Can't Quit You Baby", ambas de Willie Dixon, mostra a base sólida da banda. O futuro do rock nos anos 70 foi mapeado em músicas que até hoje são as melhores do grupo, como "Dazed And Confused" (atenção para a robusta linha descendente de baixo) e "Communication Breakdown" (com um riff claro e limpo, quase no estilo de Pete Townshend). O baixo extraordinário, de tremer o chão, de John Paul Jones em hinos como "Good Times, Bad Times" só encontra algum termo de comparação em John Entwistle e, talvez, Roger Grover, enquanto o jeito de tocar do hoje lendário John "Bonzo" Bonham - com muita pressão, mas sem perder a espontaneidade, tornando as músicas do Zep ainda mais grandiosas - virou uma regra até para ele próprio.

O Led Zeppelin era bem mais do que a soma de seus integrantes. As letras estranhas, geralmente ingênuas, embora idolatradas pelos fãs, e o vocal definitivo do rock de Robert Plant encontraram o seu melhor, talvez, em álbuns posteriores da banda. Em 1969, os músicos ainda tinham de se ajustar. Mas o marco estabelecido por este disco multilateral e dinâmico o transformou em alvo de merecida adoração.
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11/12/2011

Mapas do Rock






Fonte: Revista Superinteressante / Whiplash.net

O artista italiano Alberto Antoniazzi, da MTV Itália, criou um mapa do metrô com as bandas mais influentes da história do rock com suas linhas e conexões.

Independente de discussões de que estilo tal banda pertence o resultado ficou bem legal.

A imagem pode ser vista maior no Flickr do artista: http://www.flickr.com/photos/smoy/ ou diretamente em http://www.flickr.com/photos/smoy/4413987999/sizes/o/.



Esse mapa foi publicado em 2010, mas vale lembrar que não é novidade, já que em 2002, a revista Superinteressante publicou um mapa do Rock neste mesmo estilo.

Eu particularmente, considero essa, apesar de ter um design inferior, mais estruturada e com denominações de gênero das bandas com mais sentido.

Clique aqui para visualizar o infográfico da Superinteressante.
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10/12/2011

Covers #12: Crow vs Black Sabbath






O cover dessa semana traz uma banda que teve uma carreira curta, mas, ainda assim, uma contribuição significativa para o Rock. Estou falando da banda de blues-rock Crow, que iniciou suas atividades em 1967, e acabou cinco anos depois. É dela o sucesso "Evil Woman (Don't Play Your Games With Me)", que se tornou muito mais conhecida por uma das bandas pioneiras do metal, o Black Sabbath. As versões original e cover você confere logo abaixo:





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