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07/11/2011

Resenha | Nirvana - Nevermind [1991]






Fonte: Livro "1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer"


Nevermind foi, sem dúvida alguma, o álbum de rock mais importante dos anos 90. As músicas pop distorcidas tinham a agressividade do punk, mas possuíam os acordes poderosos do metal. O álbum consolidou imediatamente Kurt Cobain como um dos cantores de rock mais diferenciados, capaz de interpretações vocais dilacerantes. Ele era também um compositor dotado de sensibilidade genuína e grande originalidade. A primeira música, a hoje clássica "Smells Like Tee Spirit", alterna versos suaves com um refrão gritado, possuindo um riff memorável. "Tentei escrever a melhor música pop de todos os tempos. Estava tentando roubar o estilo dos Pixies", disse Cobain mais tarde. "Come As You Are" contém outro riff inesquecível. As letras de Cobain são satíricas, contraditórias e pertubadoras. "Territorial Pissings" é positivamente desarticulada, uma confusa viagem barulhenta liderada pela poderosa bateria de Dave Grohl. Mas o álbum também consegue chocar em volumes mais baixos: "Polly" é uma narrativa acústica sinistra e obscura sobre uma garota sequestrada, enquanto "Something In The Way", acompanhada por um violoncelo choroso, evoca uma época em que Kurt dormia nas ruas.
Completamente adequada ao disco, a capa é ao mesmo tempo chamativa e pertubadora, um comentário irônico sobre o materialismo humano. O protagonista é o pequeno Spencer Elden, de 5 meses; o anzol e o dólar foram sobrepostos depois.
Nevermind, um best-seller mundial, destronou Michael Jackson e o seu disco Dangerous do primeiro lugar da Billboard. Kurt mais tarde reclamou do esmerado som do álbum - a banda teve que se esforçar para equilibrar a balança com In Utero, o álbum seguinte. Mas o poder de Nevermind, assim como a sutileza de suas composições, iria inspirar toda uma geração de músicos.
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