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19/11/2011

Led Zeppelin: Significado dos símbolos de "Led Zeppelin IV"






Fonte: Led Maníaco

  O 4º disco da banda de hard rock inglesa Led Zeppelin, na verdade, não possue título. É conhecido por diversos nomes: Disco dos Símbolos, ZoSo (uma alusão a um dos símbolos que aparecem na contra-capa do álbum), Runas, ou, mais comumente, de Led Zeppelin IV (os 3 discos anteriores da banda chamam-se, respectivamente, Led Zeppelin, Led Zeppelin II e Led Zeppelin III).
O disco foi gravado entre dezembro de 1970 e março de 1971, e foi lançado em 08 de Novembro de 1971

Após a receptividade morna recebida pelo disco Led Zeppelin III, o guitarrista Jimmy Page decidiu que o próximo trabalho do grupo não deveria ter título. Ao invés disso, teria 4 símbolos manuscritos, cada um representando um integrante da banda.
Ciente da falta de título do disco, a Atlantic Records - gravadora da banda - distribuiu para a imprensa cópias dos símbolos em diversos tamanhos para que fosse feita a divulgação. O álbum foi um dos primeiros na história a ser produzido sem qualquer identificação convencional.
O disco ficou em #66 na lista dos 500 melhores discos de todos os tempos, feita pela revista Rolling Stone.

Os quatro símbolos






Cada integrante era representado por um símbolo diferente. Apesar de o disco ser conhecido como "Runas", apenas os dois símbolos do meio são realmente runas. Os outros dois são símbolos mágicos.


Símbolo de Jimmy Page

O símbolo relacionado ao guitarrista Jimmy Page, geralmente é associado a uma palavra (ZoSo). No entanto, este símbolo tem uma conotação não-alfabética. Foi desenhado pelo próprio Jimmy page. A fonte do símbolo é de conhecimento público. O significado dele, no entanto, continua sendo um mistério até os dias de hoje.
O símbolo apareceu pela primeira vez no livro Ars Magica Arteficii, de 1557, escrito pelo alquimista Gerolamo Cardano, onde é identificado como um símbolo composto por signos do zodíaco. O símbolo também foi reproduzido no Dicionário de Ocultismo e Símbolos Alquímicos, de Fred Gettings, publicado em 1982.
O símbolo era muito utilizado para representar o planeta Saturno em rituais de magia. Jimmy Page é de Capricórnio, um signo comandado por Saturno. O símbolo parecido com a letra Z é comumente associado a Saturno na astrologia. A outra parte do símbolo de Page (o "oSo") é parecido com o símbolo alquímico do Mercúrio, também muito associado a Saturno.
O que o símbolo representa para Jimmy Page, no entanto, é um mistério, uma vez que ele nunca revelou publicamente o seu significado.

Símbolo de John Bonham

O símbolo do baterista da banda, John "Bonzo" Bonham, os 3 círculos interligados, e representa a trindade da mãe, do pai e do filho. O símbolo poderia representar também uma bateria vista de cima.
O fato de os símbolos do John Bonham e do John Paul Jones (baixista da banda) serem extremamente semelhantes e combinarem (um sendo a imagem invertida do outro) não é por acaso. No jazz - uma das grandes influências da banda - o baixista e o baterista formam partes interligadas de uma seção rítmica.
Na verdade, esse símbolo aparecia no rótulo da cerveja Ballantine, que era a favorita de Bonham. Assim, na hora de escolher o símbolo que o representaria, ele decidiu pegar esse emprestado.

Símbolo de John Paul Jones

O símbolo do baixista John Paul Jones é composto por 3 formas ovais que se interceptam e são circundadas por um único círculo. O símbolo foi tirado de um livro de runas e simboliza uma pessoa com confiança e competência.

Símbolo de Robert Plant

O vocalista Robert Plant adotou como símbolo a pena da deusa egípcia Ma'at, que significa verdade, justiça e lealdade, envolta por um círculo impenetrável que significa vida.
De acordo com a mitologia egípcia, Anubis, o deus do julgamento e da morte, pegaria o coração daqueles que morreram e colocaria em uma balança juntamente com uma pena de Ma'at. Se o coração fosse mais pesado que a pena, a alma da pessoa iria para o inferno. Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma iria para o céu.

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17/11/2011

Scorpions: Paixão por capas polêmicas






Fonte: Consultoria do Rock


As capas de discos e o trabalho gráfico são frequentemente citadas por colecionadores como um grande foco de interesse além da música contida nos álbuns. Aquela história de que não podemos julgar um livro pela capa não se aplica muito aos discos, já que muitas vezes os artistas conseguem passar a partir de uma imagem o que está contido nos sulcos dos velhos vinis ou gravado nas mídias dos CDs. Diversas capas de discos se tornariam ícones do rock como Dark Side of The Moon (Pink Floyd), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (The Beatles) e muitos outros.

Esse trabalho gráfico também pode gerar muita polêmica. Quem não se lembra da capa de Yesterday and Today, dos Beatles, na qual os integrantes estão vestidos como açougueiros, com diversos pedaços de carne e bonecos mutilados sobre seus aventais? A capa foi uma resposta dos britânicos ao costume das gravadoras norte-americanas de cortar músicas, trocar faixas, mudar a sequência e várias outras coisas sem que os artistas fossem consultados. Segundo Lennon, as gravadoras norte-americanas mutilavam os discos e isso gerou a ideia da arte. Mas no fim das contas essa capa foi proibida e, hoje em dia, tornou-se uma raridade. Outro grupo que gerou contovérsia foi o Blind Faith de Eric Clapton, Steve Winwood, Ginger Baker e Rik Grech, com a capa de seu disco de estréia (e único) com a garota pelada brincando com um avião de metal.

Contudo, a banda que mais causou polêmica por causa de suas capas provavelmente foi o Scorpions. Principalmente nos anos 70, suas capas foram proibidas em diversos países por motivos diversos, mas principalmente por causa do frequente apelo sexual que muitas tinham. Essa proibição fez com que seus discos fossem vendidos em diversos países com capas diferentes entre si, o que causa muita confusão naquele fã que está se iniciando na carreira da banda.

As duas capas para Lonesome Crow e a horrível de Fly to the Rainbow

O primeiro álbum do Scorpions, Lonesome Crow (1972), já teve capas diferentes sendo lançadas no mundo. Mas, nesse caso, a questão não foi por uma possível polêmica causada e sim por questões estéticas mesmo. Essas capas diferentes estão presentes principalmente em seus relançamentos. Já o segundo, Fly to the Rainbow (1974), merecia sim uma capa melhor, porém nunca teve esse privilégio.

In Trance
Foi no disco seguinte que as polêmicas começaram. In Trance (1975) continha uma linda mulher manuseando uma guitarra. A primeira polêmica ocorreu devido ao fato de um dos seios da moça estar parcialmente à mostra, questão que foi resolvida fazendo com que as sombras da fotografia fossem aumentadas deixando a imagem mais escura. O problema que perdurou foi a percepção de algumas pessoas em achar que a mulher estaria se masturbando com a guitarra. Mas isso não foi argumento suficiente para fazer com que a capa fosse mudada completamente.

As diversas capas para o polêmico disco Virgin Killer
Para o disco seguinte o Scorpions resolver meter o pé na porta. Vocês querem polêmica? Aqui está! Virgin Killer (1976), causa problemas até hoje. Recentemente, alguns dos maiores provedores de acesso à internet bloquearam o acesso à pagina do disco na Wikipédia por esta apresentar a capa original. Como vocês podem observar, a capa vale toda a polêmica. Trata-se da fotografia de uma pré-adolescente nua sob uma lâmina de vidro que contém uma rachadura estrategicamente posicionada. O nome do álbum, somado ao conteúdo da arte, não poderia acabar em outra coisa mesmo. Fico imaginando hoje em dia, com essa onda politicamente correta, o que essa capa, que inclusive pode sugerir pedofilia, causaria. Muitas foram as explicações e argumentos para que todos aceitassem a arte. Os membros da banda sugeriram que a ideia que queria passar era a de perda da inocência que os jovens estavam passando na época, mas não teve jeito. A primeira solução foi colocar faixas pretas escondendo as “vergonhas” da garota, mas algumas outras edições diferentes foram lançadas. A do escorpião subindo pelas pernas da mulher, que inclusive foi a versão brasileira, é bem legal, mas a que retrata a banda é fraquinha.

Taken By Force com sua pavorosa capa alternativa

Um pouco cansado das polêmicas sexuais, o Scorpions resolveu adentrar em questões religiosas. Muitos grupos já usaram imagens de cemitérios em suas capas, mas na época isso não era muito comum. A de Taken By Force (1977), com a imagem de um duelo no meio do cemitério católico não foi muito bem assimilada pela população conservadora norte-americana. Muitos dizem que a imagem sugeria a profanação de um local sagrado. Outros se sentiram mal pelo fato de que a Guerra do Vietnã, que havia acabado dois anos antes, poderia estar sendo representada pelas duas crianças atirando uma na outra, e o cemitério representaria a morte, fatalidade que acometeu muitos norte-americanos no país asiático. A capa alternativa de Taken By Force é algo pavoroso. Simplesmente utilizaram a contracapa e trocaram o título das faixas pelo nome da banda e do álbum. Horrível!!! Demorei muito tempo para comprar esse disco até perceber que não conseguiria a capa original.

Lovedrive e o chiclete

Um seio se transformando em chiclete foi a causa da nova polêmica em Lovedrive (1979). Um casal no banco traseiro de um carro já traz conotações sexuais. O fato do chiclete estar sendo esticado do seio para a mão do rapaz significa que ele estava com a mão no seio da mulher e, o mais óbvio, é o fato de que o local normal de um chiclete mascado seja a boca de alguém. Pronto, está aí a conotação sexual que causou a troca da capa desse disco em alguns países. A expressão do casal é um pouco séria demais, mas se você abrir o encarte vai encontrar a garota com os seios de fora e o rapaz com um belo sorriso no rosto. Uma capa simples, apenas com um escorpião, foi lançada no lugar.

O que o cachorro está olhando?

O disco seguinte, Animal Magnetism (1980), possui uma imagem que, a exemplo do álbum anterior, sugeria sexo (sempre ele!). Porém, dessa vez de forma mais sutil. Um homem tomando cerveja, possivelmente esperando alguma coisa, uma mulher de joelhos a seus pés e um olhar insinuante. Só faltou explicar a função do cachorro. Mesmo com essa insinuação a capa foi mantida. E só a título de curiosidade, o artista que a fez trabalhava havia anos para o Pink Floyd. Após Animal Magnetism veio Blackout (1982). Mas uma cena que poderia ser de tortura não criou problema algum. Afinal, violência e tortura pode, sexo não.

Love at First Sting

Logo no álbum seguinte, Love at First Sting (1984), novamente um casal dando uns amassos e um pedacinho de um seio visto de perfil foram desculpas suficientes para que uma nova capa fosse encomendada. Novamente com uma foto da banda e novamente ridícula.

A duvidosa capa de Savage Amusement
e as "sem-sal" Crazy World e Face the Heat

O Scorpions não precisou mudar a arte de sua capa em Savage Amusement (1988), porém, vamos combinar que essa capa é de gosto bem duvidoso. O mesmo acontece com as insossas artes feitas para Crazy World (1990) e Face the Heat (1993). Contudo, em Pure Instinct (1996), a imagem de uma família sem roupas, presa dentro de uma jaula e com diversos animais os olhando como se estivessem prontos para fazer uma lanchinho, acabou gerando uma nova capa com a banda, dessa vez não tão ruim assim. Na verdade a intenção da banda era mostrar uma inversão de papéis, onde os humanos estariam sendo observados pelos bichos como se os exóticos fossem eles.

Pure Instinct

Após Pure Instinct, as capas do Scorpions não tiveram mais nenhum elemento que pudesse gerar polêmicas. Eye II Eye (1999), Unbreakable (2004), Humanity – Hour I (2007) e o mais recente, Sting In The Tail (2010), são capas “padrão”.

As mais recentes e já sem polêmica alguma

Para não acabar dessa forma, comentarei sobre a arte elaborada para a coletânea Deadly Sting: The Mercury Years, de 1995, que exibe uma mulher nua no topo de uma colina rodeada por inúmeros escorpiões. Essa fotografia foi feita com uma mulher e dezenas de escorpiões reais; os outros foram acrescentados graficamente. A modelo disse que ficou aterrorizada com os escorpiões vivos que vinham em sua direção. Os animais que aparecem sobre suas pernas estavam mortos. Essa coletânea acabou sendo lançada com a mesma imagem, porém, apenas com os escorpiões, sem a modelo.

Eles poderiam ter tirado só os escorpiões para a capa alternativa dessa coletânea

Existem diversas outras capas polêmicas na história do rock e da música como um todo. Conhece alguma capa ou história parecida com a dessas apresentadas nesse texto? Então deixe seu comentário.
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16/11/2011

Origens dos nomes das bandas






Você já parou pra pensar como pode ter surgido o nome de suas bandas preferidas? Poderíamos citar centenas e centenas de bandas, mas deixaremos outros exemplos para outros posts. Aqui vão alguns exemplos:


Blink-182: Inicialmente, a banda se chamaria apenas "Blink", mas já existia uma banda com o mesmo nome. Segundo boatos, (isso nunca foi confirmado pela banda) o "182" refere-se ao número de vezes que Tony Montana (personagem vivido por Al Pacino) fala "Fuck" no filme "Scarface".


AC/DC: Esse nome combinava com o som de "alta voltagem" da banda. "Tiramos o nome do aspirador de pó da minha irmã. A gente não tinha um nome para a banda e, na parte de trás do aparelho, havia uma chave escrito AC/DC (corrente alternada / corrente contínua), com um pequeno raio desenhado. Como aquilo significava potência, resolvemos adotar o nome" - Angus Young, lenda viva do Rock.


Black Sabbath: Originalmente foram chamados de "Earth", quando eles se juntaram em 1968 em Birmingham, Inglaterra, para tocar uma música muito mais leve do que o som pesado que passaram a fazer. Eles foram forçados a trocar o nome da banda porque outra, mais famosa, já estava usando esse nome. Escolheram então o nome de uma música, que o baixista Terry "Geezer" Butler tinha feito ao se inspirar em um suspense, escrito pelo novelista Denis Wheatley.



CPM 22: A banda se chamava apenas "CPM" (Como por Moral). Em 1998, a banda criou uma caixa postal que resultou no número 1022. Ao notarem a coincidência com a sigla (CPM), mudaram o nome da banda para Caixa Postal Mil e Vinte e Dois (CPM 22).


Deep Purple: Inicialmente, em 1968, a banda se chamava "Concrete God", mas decidiram ficar com Deep Purple a pedidos da avó do guitarrista Ritchie Blackmore, depois de ouvir sua música favorita "Deep Purple", hit número 1 em 1963. A música foi lançada em 1933.



Detonautas Roque Clube: O nome Detonautas surgiu da junção de "detonadores" com "internautas", afinal, nos conhecemos em salas de chat da internet. Acrescentamos o "Roque Clube" um tempo depois, utilizando o "qu" na palavra "Roque" para representar a nacionalidade do grupo e o "Clube" para que sejam bem-vindos todos aqueles que quiserem fazer parte do nosso grupo.



The Doors: O nome The Doors veio de uma conversa de Jim Morrison com seu companheiro de quarto na UCLA. Discutindo nomes para uma imaginária banda de rock, eles concordaram que uma boa escolha seria Doors ("Portas", em português), que vem de um poema de William Blake: "Há coisas que são sabidas e há coisas desconhecidas entre as portas".



Iron Maiden: O baixista Steve Harris nomeou a banda depois de ler sobre uma prática de tortura medieval citada no livro "The Man With The Iron Mask (O Homem da Máscara de Ferro)



The Police: O grupo foi nomeado pelo baterista Stewart Copeland em 1977, como uma referência irônica a seu pai, que era chefe da Equipe de Ação Política da CIA, que nos anos 50 ficou conhecida como um departamento corrupto.



Pink Floyd: Primeiramente, a banda foi nomeada The Pink Floyd Sound, pelo vocalista e guitarrista Syd Barrett em homenagem aos bluesmen da Georgia, Pink Anderson e Floyd Council. Assim que o som deles foi mudando, o nome foi reduzido a Pink Floyd.

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13/11/2011

Covers #11: Thin Lizzy vs Metallica






O cover dessa semana traz a lenda Phil Lynott e cia. com um clássico: "Whiskey In The Jar". Ainda que muita gente não conheça a versão original, e ache que essa música pertence ao Metallica, vale muito a pena dar uma conferida na versão da banda irlandesa. A canção faz parte do álbum "Remembering - Part 1", lançado em 1976. Já a versão dos monstros do heavy/thrash Metallica faz parte do álbum "Garage, Inc.", disco apenas de covers. Confira:





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08/11/2011

Guns N' Roses: a famosa trilogia de clipes do grupo






Fonte: whiplash.net

 No inicio dos anos 90 o Guns N' Roses  era a maior banda do planeta, e três videoclipes levaram os jovens fanáticos pela banda naquela época a quase irem a loucura tentando entender o que o Guns pretendia passar com aqueles vídeos, e qual era a historia por trás daquela trilogia.

O que sabemos é que as letras das canções que compõe a famosa trilogia foram inspiradas no conto "Without You" de Del James, este que por sua vez era amigo do vocalista da banda Axl Rose e escreveu o conto inspirado nos relacionamentos do músico.

"RESUMO DO CONTO WITHOUT YOU"

A Personagem Elizabeth foi inspirada na modelo Stephanie Seymor (que inclusive atua nos dois primeiros videoclipes) e Mayne representa o líder da banda Axl Rose.

A história é sobre um Rock Star que estava totalmente apaixonado por essa mulher, e ela por ele, mas durante uma turnê, Mayne pediu para Elizabeth para encontrá-lo no local que a banda estaria tocando naquela noite. Ela disse que não poderia. Mayne ficou deprimido e decidiu ter uma farra com umas groupies que ele pegou naquela noite. Não sabia Mayne que Elizabeth estava batendo na porta de seu quarto no hotel com sua bagagem de noite, pronta para fazer uma surpresa para ele, porém, quando ela entrou e viu a cena, saiu desesperada e desapareceu. Mayne por muito tempo tentou ligar para a casa dela, e ela não atendeu. Então por alguma razão, Mayne cogitou que ela iria se matar, dar um fim nele ou em ambos e correu para a casa de Elizabeth. Assim que ele chegou, ouviu um tiro e ele sabia o que ela tinha feito, que foi confirmado quando ele abriu a porta e viu metade da cabeça dela estourada.

Então Mayne, com o coração despedaçado e sentindo-se culpado, em meio a todo seu sofrimento, escreveu uma canção para Elizabeth chamada “Without You”, pois assim, ela poderia ouví­-la no céu. E quando ele finalmente terminou a música e poderia tocá-la pela primeira vez, ele derrubou seu cigarro e seu tapete incendiou-se, mas ele ficou com o piano e não deixou a casa até que a canção estivesse terminada.

OBS: Mayne, personagem de Axl, morre na história. Uma noite de madrugada, Del James ligou para o Axl super triste e chateado, pois teria que contar que seu personagem, Mayne, havia morrido. Isso pode ser visto no Documentário November Rain, onde Del James e Axl contam essa história.

DON'T CRY


Axl Rose revelou em uma entrevista que a música Don't Cry é sobre uma garota que ele e Izzy Stradlin namoraram. Conforme conta o vocalista, ele estava sentado na calçada do clube "The Roxy" quando terminaram o relacionamento e ele disse a ela o que se tornou o refrão da música: "Não chore esta noite, eu ainda te amo querida". Na noite seguinte, Axl e Izzy escreveram a letra da música em aproximadamente 5 minutos.

Grande parte do videoclipe mostra os membros do grupo e suas namoradas tendo problemas em seus relacionamentos, próximo ao final do clipe vemos Axl Rose sendo consultado por um psiquiatra, também vale destacar as varias mortes do Sr. Rose durante o clipe e um provável renascimento do mesmo no fim, o que para muitos fãs representa as transições que Axl passava na época.

Axl, em entrevista, comentou sobre a dificuldade de filmar o vídeo, e sobre algumas cenas que foram inspiradas no seu relacionamento com Erin Everly: "No videoclipe de 'Don't Cry', há uma cena em que apareço brigando com a Stephanie (Seymour, namorada de Axl na época) portando uma arma. Isso aconteceu de verdade na vida real comigo e Erin (Everly, ex-esposa de Axl). Eu ia me matar. Nós brigamos pela arma até que eu finalmente deixasse Erin pegá-la de mim. Antes de gravar, eu disse: 'Isso parece bem difícil, pois realmente aconteceu'. (...) Fazer essa cena foi um processo bastante doloroso."

O guitarrista Izzy Stradlin, que é creditado como o co-autor da canção, tinha acabado de deixar a banda e não pôde participar da gravação do videoclipe. Por causa disso, Dizzy Reed encontra-se vestindo uma camiseta que diz "Where's Izzy?" ("Onde está Izzy?") durante uma cena.

NOVEMBER RAIN


De acordo com Tracii Guns, ex- LA Guns (banda que deu origem ao GUNS N’ ROSES), Axl Rose começou a trabalhar a canção em 1983, e em 1985 a Waggle Records lançou na Australia um LP duplo com o nome “November Rain / In Concert and Beyond”, onde em um show acústico é apresentado uma primeira versão da musica, sendo ainda tocada no violão, com um coro de vozes no fundo (assim como a versão final), e sem os consagrados solos de guitarra de Slash - esta canção dura 4:43. Segundo uma história contada para o público em 2006 durante a turnê "Chinese Democracy", nenhum dos outros membros da banda queriam participar da produção desta música (nem de "Estranged"). Slash e Duff McKagan foram particularmente contra a deriva de baladas sinfônicas, e queriam músicas mais “roqueiras”, contrariando Mr. Rose.

O vídeo da música que é dirigido por Andrew "Andy" Morahan, começa com Axl dormindo dando a entender que tudo é um sonho; a seqüência mostra Axl se casando com sua então namorada Stephanie Seymour, intercalando com cenas da banda tocando ao vivo em um teatro. Um pouco mais adiante é mostrada uma das cenas mais memoráveis do clipe que é quando o guitarrista Slash sola a sua guitarra em um “deserto” enquanto o helicóptero pratica um swooping em torno dele o filmando de vários ângulos - segundo Mark Robertson, coordenador de Casting observou: "O camera-man tinha um monte de responsabilidade, como o guindaste que estava com a câmera tão perto de Slash!”. Axl originalmente tinha imaginado esta cena ocorrendo em um campo “cool”, porem como o vídeo não foi filmado no inverno não havia como colocar essa ideia em prática e então a banda decidiu então utilizar uma igreja no Novo Mexico.

Como já dito antes, "November Rain" também foi inspirada no conto Without You, porém vale ressaltar que no conto não há menção de um casamento e nem fala se eles eram casados.

Embora exista muita especulação sobre como personagem de Seymour no vídeo morreu, a relação entre o vídeo e a curta história de James sugere fortemente que ela é morta por uma bala auto-infligido à cabeça. Durante a sequência do funeral, um espelho é visível cobrindo metade do rosto, uma técnica utilizada por funerárias para permitir que vítimas de traumatismo craniano possam ter a aparência de um rosto completo no caso de um funeral de caixão aberto. Além disso, durante o vídeo, Axl é visto andando por uma loja com o nome "Guns", embora esta possa ser uma referência ao nome da banda.

ESTRANGED




"Estranged" também foi escrita por Axl Rose, é baseada no conturbado relacionamento de Rose com sua ex-esposa, Erin Everly. O videoclipe começa com Axl sendo procurado por membros da SWAT, o que para muitos fãs mostra que realmente o clipe é uma continuação de "November Rain", ou seja, em "November Rain" Axl mata a esposa e em "Estranged" ele está sendo procurado pelo crime.

“'November Rain' é uma canção sobre não querer estar em um estado de amor não correspondido; 'Estranged' é estar nesta situação e pensar o que fazer??? É como estar fora do Universo e não ter nenhuma escolha, e pensar, o que fazer? Por que as coisas que você quer, e as coisas que você se esforça nunca dão certo e não há nada que você pode fazer com isso.” (Axl Rose, no Making Off de "Estranged").

Em "Estranged" Axl tenta se suicidar a todo o momento, porém acaba sendo salvo por golfinhos (que aparecem a todo momento no clipe) o que segundo fãs simboliza uma espécie de renascimento, o golfinho seria uma espécie de guia espiritual, e representaria que Axl finalmente superou os problemas que apareceram nos dois clipes anteriores.

MAI AFINAL QUAL É A HISTÓRIA DESSA TRILOGIA DO GUNS N´ ROSES???

Não existe uma história oficial, o que já foi confirmado é que os três clipes são inspirados no conto "Without You" de Del James, que por sua vez é inspirado na vida de Axl Rose, logo os três clipes são sim inspirados na vida do frontman da banda; os fãs criam varias teorias a respeito do que os três clipes querem dizer, e também a respeito da ordem correta dos três clipes, um dos pontos interessantes a se observar para tentar achar alguma ordem correta dos clipes é o público que assiste as apresentações da banda; por exemplo, em "Don't Cry eles tocam para praticamente ninguém, já em "November Rain" eles tocam em um teatro e em "Estranged" para um estádio inteiro, ou seja, partindo desse principio, "Don't Cry" mostraria o início do relacionamento de Axl com sua esposa, "November Rain" mostraria o casamento e a morte dela e "Estranged" mostraria Axl tentando se recuperar (vale ressaltar que no inicio de "Estranged" Axl está sendo procurado pela SWAT).

POSSIVEL CONTINUAÇÃO???

Existem ainda outras teorias de fãs, que não daria para ficarmos postando aqui, uma delas diz que na verdade os clipes não são uma trilogia e sim uma quadrilogia e que o próximo clipe ainda não foi lançado. Existem ainda aqueles que acreditam que a música "This I Love" presente no álbum "Chinese Democracy" seria a continuação. A nós fãs só resta aguardarmos e tentarmos entender um pouco a mente deste gênio chamado Axl Rose.




Vale lembrar que esse vídeo de "THIS I LOVE" foi feito por um fã.

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07/11/2011

Resenha | Nirvana - Nevermind [1991]






Fonte: Livro "1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer"


Nevermind foi, sem dúvida alguma, o álbum de rock mais importante dos anos 90. As músicas pop distorcidas tinham a agressividade do punk, mas possuíam os acordes poderosos do metal. O álbum consolidou imediatamente Kurt Cobain como um dos cantores de rock mais diferenciados, capaz de interpretações vocais dilacerantes. Ele era também um compositor dotado de sensibilidade genuína e grande originalidade. A primeira música, a hoje clássica "Smells Like Tee Spirit", alterna versos suaves com um refrão gritado, possuindo um riff memorável. "Tentei escrever a melhor música pop de todos os tempos. Estava tentando roubar o estilo dos Pixies", disse Cobain mais tarde. "Come As You Are" contém outro riff inesquecível. As letras de Cobain são satíricas, contraditórias e pertubadoras. "Territorial Pissings" é positivamente desarticulada, uma confusa viagem barulhenta liderada pela poderosa bateria de Dave Grohl. Mas o álbum também consegue chocar em volumes mais baixos: "Polly" é uma narrativa acústica sinistra e obscura sobre uma garota sequestrada, enquanto "Something In The Way", acompanhada por um violoncelo choroso, evoca uma época em que Kurt dormia nas ruas.
Completamente adequada ao disco, a capa é ao mesmo tempo chamativa e pertubadora, um comentário irônico sobre o materialismo humano. O protagonista é o pequeno Spencer Elden, de 5 meses; o anzol e o dólar foram sobrepostos depois.
Nevermind, um best-seller mundial, destronou Michael Jackson e o seu disco Dangerous do primeiro lugar da Billboard. Kurt mais tarde reclamou do esmerado som do álbum - a banda teve que se esforçar para equilibrar a balança com In Utero, o álbum seguinte. Mas o poder de Nevermind, assim como a sutileza de suas composições, iria inspirar toda uma geração de músicos.
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